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Antigo oceano pode ter moldado paisagens vistas pelos dinossauros

Pesquisa indica que o extinto Oceano Tétis influenciou a formação das montanhas da Ásia Central

Fala Ciência

Fala Ciência|Do R7

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Antigo Oceano Tétis pode ter moldado montanhas asiáticas vistas pelos dinossauros. (Imagem: Fala Ciência via Gemini) Fala Ciência

Um oceano desaparecido há milhões de anos pode ter desempenhado papel decisivo na formação das montanhas da Ásia Central durante a era dos dinossauros. A descoberta, apresentada em um estudo publicado na revista Nature Communications Earth and Environment, sugere que forças tectônicas ligadas ao antigo Oceano Tétis ajudaram a esculpir paisagens montanhosas muito antes do surgimento do Himalaia.

A pesquisa analisou décadas de dados geológicos e encontrou evidências de que processos tectônicos associados ao oceano extinto tiveram influência muito maior do que mudanças climáticas ou movimentos profundos do manto terrestre. Entre os principais resultados do estudo estão:


  • O Oceano Tétis pode ter impulsionado a formação de montanhas;
  • Cordilheiras surgiram durante o período dos dinossauros;
  • Processos climáticos tiveram impacto menor do que se imaginava;
  • A descoberta pode mudar teorias sobre formação de relevo no planeta.

Um oceano desaparecido que transformou continentes


O Oceano Tétis existiu durante milhões de anos e ocupava uma vasta região do planeta antes de desaparecer gradualmente ao longo da evolução geológica da Terra. Atualmente, o Mar Mediterrâneo é considerado um dos últimos vestígios desse antigo oceano.

Segundo os pesquisadores, movimentos relacionados à subducção de placas tectônicas no Tétis podem ter reativado antigas zonas geológicas da Ásia Central. Como consequência, enormes cadeias montanhosas começaram a surgir a milhares de quilômetros das regiões onde ocorriam as colisões tectônicas mais intensas.


Estudo revela ligação entre oceano perdido e relevo da Ásia Central. (Imagem: Fala Ciência via Gemini) Fala Ciência

A paisagem formada durante o período Cretáceo provavelmente já apresentava montanhas e vales complexos observados pelos dinossauros que habitavam a região naquela época.

Rochas revelam pistas escondidas há milhões de anos


Para reconstruir esse passado geológico, os cientistas utilizaram modelos de história térmica, técnica que permite identificar como as rochas esfriaram ao longo do tempo enquanto eram elevadas à superfície terrestre. Os pesquisadores combinaram:

  • Dados de termocronologia;
  • Modelos tectônicos do Oceano Tétis;
  • Simulações climáticas antigas;
  • Informações sobre movimentos do manto terrestre.

A análise mostrou que os períodos de formação montanhosa coincidem fortemente com mudanças tectônicas ligadas ao antigo oceano.

Descoberta pode ajudar a explicar outros mistérios geológicos

Além de esclarecer a evolução da Ásia Central, o método utilizado no estudo pode ajudar cientistas a investigar outros eventos geológicos pouco compreendidos ao redor do mundo.

Os pesquisadores acreditam que a mesma abordagem poderá revelar detalhes sobre a separação entre a Austrália e a Antártica, ocorrida há cerca de 80 milhões de anos.

A descoberta reforça que a superfície da Terra foi moldada por processos extremamente complexos ao longo de centenas de milhões de anos. Mesmo oceanos desaparecidos continuam deixando marcas profundas na geologia do planeta atual.

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