3I/Atlas: estudo revela de onde veio o cometa que intrigou astrônomos
Análise do visitante interestelar indica que ele se formou em um ambiente mais frio do que o do Sistema Solar
Internacional|Do R7
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No ano passado, o cometa 3I/Atlas chamou atenção de astrônomos de todo o mundo conforme se aproximava da Terra. A velocidade, formato e comportamento do visitante interestelar no espaço intrigaram cientistas, que continuam estudando sua origem.
Segundo um estudo publicado na revista Nature Astronomy e liderado por pesquisadores da Universidade de Michigan, o cometa se formou em um ambiente “muito mais frio” do que aquele que criou o Sistema Solar.
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Para chegar a essa conclusão, cientistas analisaram a composição da água presente no cometa, que tem uma quantidade incomum de deutério, uma versão mais “pesada” do hidrogênio. A descoberta surpreendeu os especialistas, já que a proporção entre deutério e hidrogênio comum no 3I/Atlas é muito maior do que a encontrada em qualquer outro cometa já observado.
Essa diferença sugere que o 3I/Atlas surgiu em uma região extremamente fria e com baixa radiação, ou seja, em um cenário totalmente diferente daquele que deu origem ao nosso Sistema Solar. Isso reforça a ideia de que os sistemas planetários podem se formar de maneiras variadas ao longo da galáxia.
“Nossas novas observações mostram que as condições que levaram à formação do nosso Sistema Solar são muito diferentes de como os sistemas planetários evoluíram em diferentes partes da nossa galáxia”, disse Luis Salazar Manzano, autor principal do estudo, em comunicado ao site EurekAlert.
Os cientistas também afirmaram que, embora o 3I/Atlas seja o terceiro visitante interestelar já registrado, essa é a primeira vez que eles conseguiram fazer análises mais aprofundadas, graças ao avanço da tecnologia.
Para que novos estudos sejam concluídos, os especialistas destacam a importância de preservar a qualidade do céu noturno, evitando poluição luminosa. “Precisamos cuidar dos nossos céus noturnos, mantendo-os limpos e escuros para podermos detectar esses objetos minúsculos e tênues”, concluiu Manzano.
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