A cédula mal dobrada de Piñera, uma das lembranças da eleição no Chile
Internacional|Do R7
Santiago do Chile, 15 dez (EFE).- O presidente Sebastián Piñera protagonizou neste domingo uma das cenas que serão lembradas do segundo turno das eleições presidenciais no Chile, quando, depois de votar, pediram que voltasse à cabine e dobrasse corretamente sua cédula. Quando Piñera, muito sorridente, ia depositar seu voto na urna em um colégio do centro de Santiago, o presidente da mesa o advertiu que estava mal dobrada e o mandou de volta à cabine de votação. O assunto não terminou aí pois, segundo a imprensa, depois, o governante saiu sem levar a própria cédula de identidade, o que provocou vários comentários nas redes sociais. Outra das situações atípicas de hoje aconteceu na Ilha Robinson Crusoé do arquipélago Juan Fernández, no Pacífico. Quando os mesários iam iniciar o trabalho não encontraram as cédulas. No momento de abrir a caixa para instalar a mesa se deram conta que não chegou o essencial para a realização do processo eleitoral: as cédulas. A situação se complicou ainda mais quando duas pessoas foram votar e tiveram que voltar para suas casas pois não havia votos disponíveis. As 350 cédulas que nunca chegaram à ilha foram repostas por cédulas emprestadas de outra ilha. Na cidade de Temuco um cidadão que votou na mesa 35 do Colégio Adventista dessa cidade não só introduziu a cédula na urna, mas também acrescentou três bilhetes de mil pesos (quase US$ 2). Ao serem consultados pela Rádio Bío-Bío, sobre este curioso sufrágio, os mesários garantiram que o montante era "para uma cervejinha", que não poderão ser consumidas até as 21h (de Brasília) des domingo, quando os locais que vendem bebidas alcoólicas poderão voltar a fazê-lo de acordo com a lei. Por outro lado, a abstenção neste segundo turno foi tão alta que os mesários de um colégio na cidade de Puerto Montt, a 1.044 quilômetros ao sul de Santiago, decidiram fechá-la por uma hora para ir almoçar, algo que naturalmente é proibido pelo Serviço Eleitoral. Se enfrentam pela cadeira do Palácio de la Moneda a ex-presidente socialista Michelle Bachelet, candidata da coligação de oposição da Nova Maioria e que em novembro obteve o 46,7% dos votos, e a direitista Evelyn Matthei, aspirante governista que alcançou aquela vez o 25,01% dos sufrágios. No primeiro turno votaram 6,7 milhões de chilenos, em um censo de 13,5 milhões e os analistas previram que hoje o número de eleitores a comparecer poderia ficar em seis milhões. O fechamento das mesas está previsto para as 18h (19h em Brasília) e as autoridades eleitorais esperam que duas horas depois (21h em Brasília) já se conheça o nome da nova presidente do Chile, país que pela segunda vez na história será governado por uma mulher. EFE mc/cd (foto)











