Abbas convoca direção palestina para estudar proposta de Kerry
Internacional|Do R7
Jerusalém, 17 jul (EFE).- O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, convocou para amanhã uma reunião urgente da direção palestina para analisar a última proposta de retomada do processo de paz apresentada pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, nesta quarta-feira na Jordânia. Segundo fontes da Presidência da ANP, a direção palestina - integrada pelo Comitê Central do Fatah, o Comitê Executivo da OLP e líderes de outras facções - terá que dar o sinal verde para o plano de Kerry para poder retomar as conversas diretas com Israel, suspensas há quase três anos. O secretário de Estado americano garantiu hoje em Amã que conseguiu diminuir as diferenças entre Israel e os palestinos após as seis rodadas de contatos que manteve com as duas partes desde o último mês de março com a finalidade de promover o processo de paz. Em entrevista coletiva na capital jordaniana depois de se reunir por duas vezes com Abbas, Kerry disse que quando começou sua tarefa de mediação havia "uma grande diferença" entre as posições de israelenses e palestinos, mas que agora conseguiu "aproximar as duas partes". O chefe da diplomacia americana se reuniu também hoje em Amã com uma delegação de ministros das Relações Exteriores árabes, que expressaram depois em comunicado seu apoio à iniciativa dos EUA. "Os delegados árabes acreditam que as ideias propostas hoje por Kerry formam uma boa base e um ambiente adequado para o reinício das negociações, especialmente os novos e importantes elementos políticos, econômicos e de segurança", diz o comunicado. Abbas deverá explicar amanhã, quinta-feira, para a direção palestina os novos elementos colocados por Kerry e para conseguir seu respaldo em um possível retorno das negociações. Fontes próximas da direção palestina afirmaram hoje à Agência Efe que devem ocorrer mudanças realmente significativas nas propostas dos EUA para que os membros da liderança palestina decidam entrar em negociações diretas com Israel. As mesmas fontes minimizaram a importância do apoio da Liga Árabe ao último plano de Kerry e acrescentaram que cabe aos palestinos tomar a decisão de se fazer contatos com o governo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Inclusive, caso sejam retomadas as negociações, grande parte dos dirigentes palestinos não espera conseguir grande coisa de parte do atual Executivo israelense, indicaram as fontes. A proposta de Kerry para a retomada do diálogo inclui, entre outros pontos, um congelamento de seis meses nas construções dos assentamentos judaicos, segundo fontes ocidentais. Israel aceitaria que as negociações fossem feitas sobre a mesma fórmula das fronteiras de 1967 com algumas mudanças pontuais. Por outro lado, os palestinos se comprometeriam em não comparecer a nenhum organismo internacional com o objetivo de obter reconhecimento ou condenar Israel. A última vez que israelenses e palestinos se sentaram para negociar foi em setembro de 2010, durante outro congelamento parcial das construções nas colônias, mas a conversa durou apenas três semanas e foi interrompida assim que ocorreu o reinício das construções nos assentamentos. EFE jg/rpr











