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Abbas renuncia a gestão unilateral na ONU para agradar os EUA

Internacional|Do R7

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O presidente palestino, Mahmud Abbas, se absterá temporariamente de realizar iniciativas unilaterais na ONU, sobretudo recorrer à justiça internacional, para dar uma oportunidade aos esforços de paz americanos, segundo um encarregado palestino.

"Abbas e a direção palestina decidiram dar uma oportunidade aos esforços de (o secretário americano de Estado John) Kerry", declarou nesta quinta-feira à AFP este alto funcionário, que pediu para ter sua identidade preservada.


Durante dois meses, o presidente e a OLP suspenderão todo trâmite de adesão a organizações internacionais, inclusive instâncias judiciais suscetíveis de perseguir Israel, ao qual lhe dá direito seu estatuto de observador obtido em novembro passado na ONU, afirmou.

Os palestinos têm a possibilidade de apresentar candidatura ao TPI e à CIJ (Tribunal Penal Internacional e Corte Internacional de Justiça).


Este parêntese deveria permitir que Kerry proponha um quadro para tentar relançar as negociações israelense-palestinas bloqueadas desde setembro de 2010, segundo fontes ligadas à equipe de negociadores palestinos.

Segundo estas fontes, os Estados Unidos proporão às duas partes um "plano de ação" nos próximos meses.


O secretário de Estado americano chegará no domingo à região para se reunir com o premier israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente palestino.

O Departamento de Estado reforçou que Kerry não levará um plano de paz na maleta e que tem como único objetivo escutar mais uma vez israelenses e palestinos.


Em visita recente com o presidente Barack Obama, Kerry insistiu com Abbas e Netanyahu sobre a "necessidade" de fazer a paz entre as duas partes.

O presidente Abbas advertiu que se Israel construir no local da projetada colônia "E1", entre a Cisjordânia e Jerusalém leste ocupadas, a direção palestina retomará imediatamente suas gestões perante as agências da ONU.

O projeto na área E1 ligaria o assentamento israelense de Maale Adumim e bairros de colonização judaica em Jerusalém oriental, enquanto cortaria em dois a Cisjordânia, comprometendo a viabilidade de um Estado palestino.

"A construção na zona E1 é uma linha vermelha e colocar, nem que seja uma única pedra, neste setor (...) destruiria a possibilidade de uma solução com dois Estados", advertiu o alto funcionário palestino.

Em dezembro passado, Netanyahu reagiu ao reconhecimento da Palestina na ONU, anunciando uma reativação da construção nas colônias, inclusive no muito controverso projeto E1.

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