Abdullah Yamin assume como presidente das Maldivas
Novo líder obteve 51,39% dos votos na segundo turno do pleito realizado no sábado
Internacional|Do R7
Abdullah Yamin, do Partido Progressista (PPM) e meio-irmão do ex-ditador Maumun Abdul Gayum, jurou neste domingo (17) o cargo como presidente das ilhas Maldivas após sua vitória nas eleições de sábado (16), informou a presidência do país.
Yamin, o sexto presidente na história das Maldivas, tomou posse de seu cargo na primeira hora da tarde em uma sessão extraordinária do Parlamento que aconteceu em Malé, capital da nação asiática, de acordo com a site da presidência. Mohammed Jameedel Ahm, por sua parte, jurou o cargo como vice-presidente do país. O novo líder obteve 51,39% dos votos na segundo turno do pleito realizado no sábado, contra 48,61% que alcançou o ex-presidente Mohammed Nashid, deposto em fevereiro do ano passado em uma revolta policial, que já reconheceu a derrota.
Embora Nashid tenha partido como favorito, o apoio no segundo turno ao PPM do Partido da Justiça, que ficou em terceiro no primeiro turno, decidiu o pleito em favor de Yamín.
Supremo confirma vitória eleitoral do partido governante na Guiné
Após saber da vitória, o novo presidente disse "trabalhamos juntos para salvar a nação maldiva, para proteger a sagrada religião do islã." Ele acrescentou que foi "concedida por Deus, por nossa religião".
Por sua vez, Nashid reconheceu a derrota e pediu a seus seguidores que não tentem derrubar o novo governo nas ruas ou com a violência.
— Devemos aderir aos princípios democráticos.
Estas eleições presidenciais, as segundas democráticas na história do país, estiveram infestadas de atrasos e problemas. No último dia 7 de setembro, Nashid obteve mais de 45% dos votos, mas o pleito foi cancelado pela Corte Suprema devido a irregularidades como sufrágios múltiplos e de pessoas falecidas.
O que acontece no mundo passa por aqui
Já no dia 19 de outubro este primeiro turno deveria ter sido repetido, mas a polícia impediu a votação com o argumento que não se cumpriam as condições fixadas pelo Supremo para realizar o processo com "normalidade".
Finalmente, no sábado passado se repetiu o primeiro turno, mas o segundo previsto para o dia seguinte foi adiado pela Corte Suprema, que sustentou que não havia tempo suficiente para preparar a jornada eleitoral. As ilhas Maldivas estão desde fevereiro de 2012 imersas na instabilidade: após uma ditadura de 30 anos, Nashid, o primeiro presidente eleito democraticamente em 2008, se viu forçado a renunciar, pressionado por simpatizantes do anterior ditador.
As Maldivas são um pequeno arquipélago do Oceano Índico com uma pujante indústria turística que até agora aplicou de forma liberal os preceitos do islã, a religião oficial do Estado e credo quase unânime entre seus pouco menos de 400 mil cidadãos.











