Acampamentos de manifestantes são alvos de disparos em Bangcoc, na Tailândia
Ataques de pessoas não identificadas não deixaram feridos
Internacional|Do R7

Pessoas não identificadas atiraram na madrugada deste sábado (1º) em Bangcoc contra dois dos acampamentos dos manifestantes antigovernamentais que se opõem às eleições gerais previstas para amanhã na Tailândia, informou a imprensa local.
Os ataques, que não deixaram nenhum ferido, foram feitos contra os manifestantes acampados perto do complexo governamental de Chaeng Wattana e contra o acampamento no distrito de Lat Phrao, no norte de Bangcoc, segundo o jornal Bangcoc Post.
As autoridades temem que enfrentamentos violentos possam ocorrer entre grupos de cidadãos que defendem seu direito ao voto e os manifestantes liderados pelo ex-vice-primeiro ministro Suthep Thaugsuban. Dezenas de defensores das eleições antecipadas se reuniram em dois distritos da capital.
Tailândia se prepara para eleições dividida e sob forte tensão
Na província de Pattani, no sul do país, vários líderes locais ameaçaram entrar em confronto com os manifestantes que impediram a distribuição de cédulas e urnas em toda a região. Cerca de 200 mil policiais serão mobilizados em todo o país para garantir o desenvolvimento pacífico das eleições, 10 mil somente em Bangcoc, junto com o apoio de 7.000 soldados do Exército. Suthep garantiu ontem que seus seguidores não impedirão o acesso às urnas para evitar surtos de violência, uma semana depois que os manifestantes boicotaram a votação antecipada em Bangcoc e no sul do país.
Aproximadamente 440 mil pessoas, dos dois milhões de eleitores registrados, não puderam votar em um dia em que vários deles foram agredidos e intimidados ao tentar entrar nas zonas eleitorais, enquanto um manifestante morreu baleado em uma confusão. A primeira-ministra interina, Yingluck Shinawatra, decidiu manter a realização das eleições e rejeitou o adiamento que lhe foi pedido pela Comissão Eleitoral devido ao risco de uma escalada da violência e mesmo com a pequena probabilidade de que a votação apresente uma solução para a crise política. O Partido Democrata, de oposição, não se apresenta nestas eleições nas quais os manifestantes impediram o registro de candidatos em 28 circunscrições do sul do país.
Pelo menos dez pessoas morreram e mais de 500 ficaram feridas nos protestos em diversos incidentes com tiroteios e ataques com explosivos desde novembro do ano passado. Os manifestantes exigem que antes das eleições seja formado um conselho não eleito que substitua o governo e faça uma reforma do sistema político, que consideram como corrupto e a serviço dos interesses do ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, irmão de Yingluck. Thaksin, deposto em 2006 por um golpe militar, ganhou — diretamente ou por meio de coligações simpáticas a ele — todas as eleições gerais desde 2001, graças ao apoio da população rural do norte e nordeste do país que se beneficiou com suas políticas sociais.












