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Acusações de corrupção sobre primeiro-ministro derrubam Governo da Eslovênia

Internacional|Do R7

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Vesna Bernardic. Zagreb, 27 fev (EFE).- O Parlamento esloveno aprovou nesta quarta-feira uma moção de censura contra o Governo conservador do primeiro-ministro Janez Jansa, acusado de práticas corruptas, e encarregou Alenka Bratusek, do partido centro-esquerdista Eslovênia Positiva (PS), a formação de um novo Executivo. A moção foi aprovada por 55 votos a favor e 33 contra. Alenka tem agora duas semanas para apresentar seu gabinete, no qual entrariam, além do PS, os social-democratas, o centrista Lista Cívica e o Partido dos Aposentados. Alenka agradeceu a confiança do Parlamento e disse que sua mão estará "aberta para a cooperação" a fim de trabalhar unidos pelo bem da Eslovênia. "Hoje é para a Eslovênia um dia de virada. Um dia em que deixamos para trás a política de divisões, de desprezo, antagonismos e medo. É um dia de esperança e respeito", declarou Alenka perante o Legislativo horas antes da votação. Com a queda de Jansa se abre uma saída à crise política iniciada em janeiro pelas acusações vertidas contra esse político conservador por uma comissão anticorrupção estatal, já que não pôde justificar parte de seu patrimônio. A recusa do primeiro-ministro a renunciar causou a saída do Governo de três dos cinco membros da coalizão. Alenka Bratusek tem agora duas semanas para formar um gabinete que concilie posições e conte com o apoio dos possíveis membros de uma nova coalizão. Um acordo entre partidos evitaria a realização de eleições antecipadas, apenas um ano depois do último pleito, que também foi adiantado. Novas eleições agora, com o país imerso em uma dura crise econômica que inclusive o torna candidato a um resgate financeiro internacional, são apontadas por muitos analistas como um elemento que agravaria ainda mais a situação. O pequeno país de dois milhões de habitantes passa por uma grave crise econômica e está prejudicado por um setor bancário com 6,7 bilhões de euros em ativos tóxicos, equivalente a 19% do PIB, segundo dados oficiais. EFE vb/rsd

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