Acusados de genocídio na Argentina exibem cores do Vaticano em julgamento
Internacional|Do R7
Buenos Aires, 14 mar (EFE).- Ex-militares acusados de crimes de lesa-humanidade cometidos durante a última ditadura argentina (1976-1983) protagonizaram nesta quinta-feira uma polêmica imagem, ao comparecer ao julgamento que os investiga exibindo com adornos com as cores da bandeira do Vaticano. Os acusados, entre eles o ex-chefe do Terceiro Corpo de Exército argentino, Luciano Benjamín Menéndez, que teve a seu cargo o centro clandestino de detenção "La Pérola", em Córdoba, se apresentaram hoje com adornos com as cores branca e amarela, um dia depois do anúncio da eleição do cardeal argentino Jorge Bergoglio como novo papa. A nomeação de Bergoglio suscitou críticas entre organizações humanitárias próximas ao governo pelo papel da Igreja Católica durante a última ditadura militar, embora figuras como o prêmio Nobel da Paz argentino, Adolfo Pérez Esquivel, tenham afirmado que o agora papa não teve vínculo algum com o regime. EFE ajs/rsd (foto)












