Afeganistão: ONG diz que mães eram alvos de ataque a hospital
Segundo a Médicos Sem Fronteiras, o ataque que matou 24 pessoas em uma maternidade em Cabul, foi dirigido contra as mulheres que estavam no local
Internacional|Do R7

O ataque de pelo menos três homens contra uma maternidade em Cabul, capital do Afeganistão, na manhã da última terça-feira (12), que deixou pelo menos 16 mortos e 20 feridos, teve as mães internadas no local como alvos preferenciais.
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A ONG Médicos Sem Fronteiras, que administra a unidade, fez essa afirmação em um comunicado. De acordo com o texto, o propósito do atentado era "matar mães a sangue frio". Nenhum grupo assumiu a autoria do atentado, mas o governo afegão anunciou a volta de uma ofensiva contra o Talibã e outros grupos extremistas.
"Voltei ao hospital no dia seguinte ao ataque e o que eu vi naquela maternidade mostra que o ataque foi sistemático contra as mães. Eles foram de quarto em quarto atirando em mulheres que estavam em suas camas", contou Frederic Bonnot, chefe do programa do MSF no Afeganistão.
Alvos dos atiradores
Segundo a ONG, no momento do ataque havia 26 mães no hospital. Dez delas conseguiram se refugiar e escaparam dos atiradores. As outras 16 foram baleadas: 11 morreram (incluindo 3 que estavam em pleno parto) e cinco ficaram feridas. As outras vítimas incluem duas crianças e funcionários da MSF.
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Outro ponto que mostra como o alvo eram as mães é que os atiradores entraram no complexo hospitalar e foram direto para a maternidade, que fica longe da entrada, ignorando os outros prédios e alas que ficam no caminho.
Bonnot, que estava no hospital, contou que conseguiu se esconder em uma sala segura, "É chocante. Sabemos que houve outros ataques nessa região no passado, mas ninguém podia acreditar que estavam atirando em uma maternidade, que vieram matar as mães. Não tenho palavras pra explicar o que aconteceu na terça", lamentou o médico.









