AIEA reconhece avanços na negociação com o Irã e anuncia nova reunião
Internacional|Do R7
Viena, 10 mar (EFE).- A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informou nesta terça-feira que houve avanços nas negociações com o Irã sobre possíveis dimensões militares do programa nuclear desse país e anunciou uma nova reunião para o mês que vem. O diretor adjunto da AIEA, Tero Varjoranta, declarou em Viena, em seu retorno de uma reunião técnica em Teerã, que as partes "decidiram acelerar o processo e reunir-se de novo em meados de abril". Essa data seria duas semanas após o vencimento do prazo da comunidade internacional para fechar com o Irã um amplo acordo político que ponha fim a 12 anos de disputa atômica. O novo encontro técnico entre a AIEA e o Irã se realizará em Teerã, antecipou o inspetor chefe da agência nuclear da ONU em entrevista à imprensa no aeroporto internacional da capital austríaca. "Além disso, continuamos trocando informação prática sobre os dois assuntos (não resolvidos) que temos sobre a mesa", acrescentou Varjoranta. "Infelizmente não há novas medidas por enquanto, esperamos que as haja na próxima reunião", admitiu o analista finlandês. Em todo caso, Varjoranta disse que "se alguém quer qualificar como progresso a troca de informação de um assunto complicado, então isto foi um progresso". O Irã e os especialistas da AIEA, que investigaram esse país durante 12 anos, negociam desde o final de 2013 o esclarecimento de possíveis dimensões militares do programa nuclear iraniano. Em novembro de 2011, a AIEA publicou uma lista de possíveis atividades militares, incluindo experimentos com explosivos e outras atividades. Vários serviços de inteligência entregaram à agência nuclear da ONU essas informações, que o diretor-geral da AIEA, Yukiya Amana, costuma qualificar como "críveis". Teerã assegura que estas alegações não têm fundamento, embora também não ofereça a cooperação que a AIEA exige, especialmente o acesso a certos locais, materiais e pessoal técnico. A negociação entre Irã e a AIEA acontece de forma paralela às conversas multilaterais entre a República Islâmica e seis grandes potências para alcançar até 31 de março um acordo global que ponha fim ao litígio atômico. EFE jk/rsd












