Alemães acusados de criar grupo terrorista de direita são julgados
Pelo Whatsapp, oito homens ligados à extrema-direita organizavam ataques contra estrangeiros. Objetivo era iniciar 'algo como uma guerra civil'
Internacional|Da EFE

Oito alemães estão sendo julgados a partir desta segunda-feira (30) em Dresden, no leste da Alemanha, acusados de planejar ataques terroristas de extrema-direita contra estrangeiros por meio de um grupo de WhatsApp.
A Justiça de Dresden abriu o processo contra este grupo de homens entre 21 e 31 anos que, segundo a Promotoria, se propuseram em um grupo de bate-papo, em setembro do ano passado, cometer atentados no dia 3 de outubro, coincidindo com o Dia da Unidade Alemã. Um dos acusados, ao ser interrogado, reconheceu que seu objetivo era iniciar com sua ação "algo como uma guerra civil, uma revolta".
Ataques fatais
A Promotoria Geral acusa os oito - que estão presos preventivamente há oito meses - de planejar "ataques violentos e armados - e portanto, fatais - contra cidadãos estrangeiros e pessoas que pensam de maneira diferente".
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Há evidências de suas intenções na transcrição de suas conversas no grupo de WhatsApp, chamada "Revolução Chemnitz", pela cidade alemã onde aconteceram distúrbios ultradireitistas por causa da morte de um alemão pelas mãos de um requerente de asilo.
"Queremos mudar algo. Isto nem sempre se consegue sem violência e pode exigir vítimas", dizia um dos acusados, segundo parte de um fragmento das conversas. Com o objetivo de mudar "a história da Alemanha", falam de "pensar e planejar" seus movimentos.
A Promotoria Geral considera que pretendiam desencadear uma revolução "ultradireitista" e "nacional-socialista" e "a superação do Estado de direito democrático".
Além disso, indica que vários membros do grupo realizaram um "teste" de seu plano de "mudar o sistema" em 14 de setembro do ano passado em Chemnitz, juntando-se a outros ultras para atacar e ferir jovens de esquerda e estrangeiros.
A sentença está prevista para abril de 2020. Nas 82 sessões agendadas pela audiência, comparecerão 75 testemunhas.














