Internacional Alemanha e França receberão menores refugiados de campo grego

Alemanha e França receberão menores refugiados de campo grego

Segundo o ministro do Interior alemão, Horst Seehofe, a Alemanha receberá entre 100 e 150 destes menores e "presumivelmente" a França receberá 100

  • Internacional | Da EFE

Cerca de 400 menores ficaram desabrigados após incêndio no campo de Moria

Cerca de 400 menores ficaram desabrigados após incêndio no campo de Moria

Alkis Konstantinidis/Reuters - 10.09.2020

Alemanha e França receberão a maioria dos 400 menores desacompanhados que ficaram desabrigados após o incêndio no campo de refugiados em Moria, na ilha de Lesbos, na Grécia, anunciou nesta sexta-feira (11), o ministro do Interior alemão, Horst Seehofer.

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"Estamos em contato com outros parceiros europeus para determinar os números, mas partimos do princípio de que receberemos a maior parte deste grupo", afirmou o ministro alemão, em entrevista coletiva da qual participou o vice-presidente da Comissão Europeia (CE), o grego Margaritis Schinas.

A Alemanha estima que receberá entre 100 e 150 destes menores, disse Seehofer, e "presumivelmente" a França ficará com mais 100, na esperança de que uma "solução europeia" seja alcançada, disse ele, a qual, segundo ele, "não pode continuar sendo adiada".

Ontem, tanto a chanceler alemã, Angela Merkel, como o presidente francês, Emmanuel Macron, manifestaram a disponibilidade de seus respectivos países em acolher menores desacompanhados em situação de maior vulnerabilidade, embora sem especificar números.

Schinas agradeceu a disponibilidade dos dois países e lembrou que, depois dos esforços de realocação dos refugiados concentrados na ilha de Lesbos, nos últimos meses foi possível reduzir seu número de 25 mil para pouco mais de 12 mil.

Solução conjunta

Seehofer, por sua vez, pediu aos parceiros europeus que alcancem uma "solução conjunta" que, advertiu, não pode ser adiada por mais tempo. A Alemanha já acolhe uma média de 300 refugiados por dia — que chegam pelos Balcãs ou outras rotas, sob as regras de reunificação familiar ou por outras circunstâncias — lembrou.

Merkel explicou ontem, em um evento público em Berlim, que teve uma conversa telefônica com o primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, que pediu seu apoio para acolher os refugiados que ficaram desabrigados após o incêndio do acampamento de Moria.

"A Alemanha cumpre sua responsabilidade. Mas não podemos ficar satisfeitos com a política migratória europeia. Hoje, na realidade, ela não existe", disse a chanceler, prometendo trabalhar durante a atual presidência alemã da UE para conseguir "avanços".

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