Aliyev vence eleições presidenciais no Azerbaijão, apontam pesquisas
Internacional|Do R7
Baku, 9 out (EFE).- O presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, foi reeleito nesta quarta-feira nas eleições presidenciais realizadas no país do Cáucaso, rico em petróleo, segundo as primeiros pesquisas de boca de urna. Aliyev, no poder desde 2003, tem 83,89% dos votos emitidos, por isso seria reeleito para um terceiro mandato presidencial de cinco anos, segundo a pesquisa realizada na saída das seções eleitorais pela companhia Prognoz. O líder do bloco opositor, Jamil Hasanli, que denunciou o que considera fraude em várias seções eleitorais do país, obteve o 8,2% dos votos, segundo a pesquisa. Os outros oito candidatos que concorriam no pleito, por sua vez, não teriam conseguido passar dos 2% dos votos. Aliyev, de 51 anos, modificou em 2009 o artigo da Constituição que impedia exercer mais de dois mandatos presidenciais consecutivos para poder concorrer a um terceiro período de cinco anos. Caso complete o mandato, Aliyev alcançaria meio século de liderança de seu clã familiar, já que seu pai, Heidar Aliyev, foi o líder do Azerbaijão desde 1969 e até sua morte, salvo um hiato de dez anos entre 1982 e 1993. O atual presidente azeri, que foi acusado de amordaçar a imprensa independente e proibir as manifestações políticas opositoras, já foi reeleito em 2008 com 89% dos votos. Hasanli, que sustenta que Aliyev não podia concorrer a um terceiro mandato, já que a reforma constitucional entrou em vigor quando o líder já havia sido reeleito em 2008, denunciou hoje fraude eleitoral. "Em muitas seções houve fraude. Infelizmente, muitos funcionários participam da falsificação das eleições e se tornam em cúmplices da usurpação do poder", denunciou Hasanli perante a imprensa após depositar seu voto. Hasanli se tornou candidato do bloco opositor Conselho Nacional de Forças Democráticas depois que as autoridades o impediram de apresentar sua candidatura ao famoso diretor de cinema Rustam Ibraguimbékov por ter dupla cidadania, azeri e russa. A União Europeia, a ONU e a OSCE denunciaram às vésperas da votação a intimidação durante a campanha eleitoral dos políticos opositores, ativistas, jornalistas e seus familiares. Faltando duas horas para o fechamento dos colégios eleitorais, mais de 67% dos mais de 5 milhões de cidadãos recenseados já tinham votado. EFE fg-io/tr













