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Alunos alemães mortos em acidente nos Alpes foram sorteados para intercâmbio

Internacional|Do R7

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Berlim, 25 mar (EFE).- Os 16 alunos alemães de ensino médio que morreram ontem no acidente com o avião da Germanwings nos Alpes franceses tinham conquistado uma vaga no intercâmbio com a Espanha por sorteio e estavam voltando para casa. O número de alunos do instituto Joseph König da cidade de Haltern interessados em participar do intercâmbio com o centro de ensino médio de Llinars del Vallès, na província de Barcelona, era superior às vagas ofertadas, por isso a direção determinou a realização de um sorteio, explicou uma porta-voz do distrito. Segundo o jornal local "Halterner Zeitung", dos 40 estudantes que se candidataram à viagem, foram escolhidos 14 alunas e dois alunos que tinham entre 15 e 16 anos. Eles viajaram acompanhados de duas professoras. 65 alunos do colégio Joseph König - que segundo um comunicado do Instituto Cervantes todos os anos preparava vários alunos para os exames do Diploma de Espanhol como Língua Estrangeira (DELE)-, estudavam espanhol. A chanceler alemã, Angela Merkel, telefonou hoje para prefeito da cidade de Haltern, Bodo Klimpel, para expressar suas condolências e transmitir seu apoio, disse em entrevista coletiva a vice-porta-voz do executivo alemão, Christiane Wirtz. "As pessoas em Haltern, pais, irmãos, amigos e companheiros de classe, viveram horas especialmente duras após o acidente com a aeronave da Germanwings", afirmou. O instituto Joseph König reabriu hoje, não para aulas regulares, mas para processar a tragédia entre todos. "Não há força neste mundo que possa apagar esta dor, a única coisa que podemos fazer é compartilhá-la", declarou em entrevista coletiva no instituto a ministra da Educação do estado federado da Renânia do Norte- Vestfália, Sylvia Löhrmann. Ela anunciou que todas as escolas da região farão amanhã um minuto de silêncio, às 10h53 (local), mesmo minuto em que o avião desapareceu dos radares, e que cada instituição decidirá a melhor maneira de abordar a tragédia com seus alunos. "Em nosso colégio nada vai ser como antes", declarou o diretor da escola, Ulrich Wessel, que disse estar "consternado. A tragédia me deixou sem palavras". Várias câmaras de televisão se aproximaram hoje do colégio, que ontem cancelou todas as atividades ao saber do acidente e que hoje, com velas acesas na entrada, reabriu para receber alunos e professores que desejem lembrar-se das vítimas. "Ontem éramos muitos. Hoje estamos sós" é uma das mensagens que pôde ser lida no pátio da escola. EFE egw-jpm/cd

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