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Futuro de Bashar Al-Assad depende da continuidade de Putin no poder, avalia professor

Antigo líder do regime sírio foi condenado à morte pelo Tribunal de Damasco nesta terça-feira (11); atualmente ele vive exilado na Rússia

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Bashar al-Assad, ex-presidente da Síria, foi condenado à morte pelo Tribunal de Damasco por diversos crimes, incluindo assassinato premeditado e tortura.
  • O regime da família al-Assad foi derrubado em dezembro de 2024, após cinco décadas no poder e mais de 500 mil mortos.
  • Ahmed al-Sharaa, líder da revolução e ex-membro da al-Qaeda, teve seus crimes perdoados e se tornou presidente, recebendo apoio internacional.
  • Al-Assad fugiu para a Rússia, onde vive escondido, e sua extradição depende da situação política russa nos próximos anos.

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Acusado de assassinato premeditado, homicídio doloso de mais de uma pessoa, homicídio doloso de menores de 15 anos, tortura, tortura com resultado de morte e privação de liberdade em múltiplas ocasiões, o ex-presidente da Síria, Bashar al-Assad, foi condenado à morte pelo Tribunal de Damasco nesta terça-feira (11). A sentença é a primeira do tipo anunciada durante o novo governo do país.

Após cinco décadas no poder e mais 500 mil mortos, o regime da família al-Assad sobre a Síria foi derrubado por líderes opositores em dezembro de 2024. O líder da revolução, Ahmed al-Sharaa, era um antigo membro do grupo terrorista al-Qaeda, que teve os crimes perdoados com a deposição de al-Assad.


Al-Sharaa assumiu o governo da Síria e teve passado como terrorista perdoado Reprodução/Record News

“Tinha um prêmio por ele [...], pela captura. Só que o al-Sharaa chega ao poder e recebe perdão pelos crimes que havia cometido. Inclusive, esteve na Casa Branca conversando com o Trump, foi o primeiro presidente sírio em décadas [...] e todas as sanções que havia contra a Síria foram baixadas, exceto uma, de país financiador do terrorismo”, afirmou o professor de relações internacionais Vitelio Brustolin.

O fato de o Irã ter financiado o antigo regime foi um dos motivos que levaram à sanção, a qual já é negociada pelo novo governo para ser retirada. Al-Assad, contudo, também tinha contatos poderosos na Rússia que se tornaram úteis com a queda do governo. O ex-presidente fugiu para o país junto dos familiares assim que o governo foi derrubado.


“Está dentro da Rússia, vivendo uma vida camuflada, provavelmente regada à riqueza. [...] Se a pena vai ser cumprida ou não, aí depende muito da situação da Rússia nos próximos anos, se o regime Putin vai continuar no poder”, concluiu Brustolin.

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