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Análise: com desaprovação de Putin em alta, maré virou para o lado da Ucrânia

Novos ataques russos com mortes de ucranianos são registrados, mas especialista aponta situação complicada para Moscou

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Novos ataques russos em Zaporizhzhia e Kharkiv resultam em mortes e feridos entre civis ucranianos.
  • Kiev intensifica ataques de drones contra instalações russas, causando escassez de combustível na Crimeia.
  • Professor Vitelio Brustolin relata que a Rússia teve cerca de 352 mil soldados mortos e enfrenta dificuldades econômicas.
  • A desaprovação de Vladimir Putin atinge 60%, com o déficit russo projetado para 240 bilhões de dólares até o fim do ano.

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A Rússia realizou novos ataques contra a Ucrânia. Um míssil atingiu uma área residencial de Zaporizhzhia, deixando pelo menos dois mortos e outros 23 feridos. Já na região de Kharkiv, ofensivas russas mataram quatro pessoas e outras dez ficaram feridas.

Nas últimas semanas, a Rússia intensificou suas ações militares, atingindo diversos civis, até mesmo um religioso brasileiro que atuava em apoio a refugiados. Em contrapartida, Kiev também aumentou os ataques de drones de longo alcance contra instalações petrolíferas russas, levando à escassez de combustível na Crimeia e em outros locais. Nesse cenário, quem estaria num momento melhor na guerra que se estende por mais de quatro anos?


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Durante o Conexão Record News desta terça (9), o professor de Relações Internacionais Vitelio Brustolin explica que, durante as guerras, o lado que ataca sempre tem mais baixas do que aquele que defende, devido à movimentação e exposição dos combatentes. Segundo Brustolin, cerca de 352 mil soldados russos foram mortos no conflito do Leste Europeu. Ele acrescenta que, no cenário de confrontos diretos e armados, as baixas devem ser multiplicadas por quatro, pelo número de feridos. Ou seja, se essa regra for aplicada à Rússia, aproximadamente 1,4 milhão de baixas são consideradas. Um número elevado que, somado à situação econômica, desafia Vladimir Putin.

A desaprovação do Putin, nesse momento, está em cerca de 60%, considerando que muita gente tem medo de responder, porque o Putin se tornou um ditador [...]. Do lado econômico, os dados também são reveladores. O déficit russo estava orçado para 48 bilhões de dólares para esse ano [...]. Só que, em abril, esse déficit já ultrapassou 80 bilhões, e a previsão é de que, até o fim do ano, chegue a 240 bilhões de dólares [...]. Então, no final das contas, o Putin está numa situação bastante difícil nessa guerra. Todos os serviços de inteligência estão dando conta de que a maré virou para o lado da Ucrânia”, argumenta.

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