Análise: diplomacia do ultimato de Trump está fadada a falhar sem apoio chinês
Estratégia de transformar o conflito no Oriente Médio em guerra econômica só funciona com coalizão global, diz especialista
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Para fechar o cerco sobre Teerã, Washington precisaria transformar a guerra econômica em uma coalizão global. Segundo o professor de direito e relações internacionais Kleber Galerani, é justamente aí onde há o grande problema. Nesta quarta-feira (19), os Estados Unidos exigiram que países aliados e a China se juntem à nova campanha econômica contra o Irã.
Questionado sobre a operação de isolamento econômico e o apoio de parceiros, o secretário do Tesouro norte-americano disse que “eles estão conosco ou contra nós”. Em entrevista ao Conexão Record News, Galerani explica como as sanções norte-americanas acabam virando uma espécie de “teste de lealdade”.

“Washington não está pedindo apenas cooperação, está cobrando alinhamento político. E aqui nós observamos que, quando [Scott] Bessent afirma que países, para continuar fazendo negócios com o Irã, acabarão sendo punidos, isso é um recado claro, uma diplomacia do ultimato”, diz o especialista. Mas a posição adotada pela China impede o sucesso da estratégia.
Galerani pontua que a rejeição chinesa à política de sanções abre uma brecha “muito relevante” no plano da Casa Branca. “Sem a adesão chinesa, esse isolamento muitas vezes está fadado ao fracasso. Esse é o grande desafio geopolítico. Os Estados Unidos querem cercar o Irã, mas a China pode manter uma porta aberta, mantendo a sobrevivência econômica do regime.”
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