Análise: exercício conjunto entre EUA, Coreia do Sul e Japão deixa alerta à Coreia do Norte
Seul anunciou manobras de treinamento de defesa para responder às ameaças nucleares e garantir estabilidade na região
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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A Coreia do Sul anunciou a realização de exercícios militares conjuntos com Estados Unidos e Japão, em setembro. Segundo o Estado-Maior Conjunto de Seul, as manobras são um treinamento de defesa que os países realizam anualmente para responder às ameaças nucleares e garantir a estabilidade na região.
Os exercícios devem incluir elementos de defesa antimísseis marítima, exercícios aéreos e de defesa aérea, guerra antissubmarino e defesa cibernética. O anúncio ocorre dias após os Estados Unidos reduzirem de 11 para cinco dias as manobras anuais com Seul. De acordo com Donald Trump, os exercícios eram “um insulto” para o líder norte-coreano.
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Em entrevista ao Conexão Record News desta sexta-feira (28), Kleber Galerani, professor de direito e relações internacionais, afirma que “esse exercício militar também é um comunicado diplomático. Seul, Tóquio e Washington treinam juntos para mostrar a Pyongyang que a resposta será coletiva”.
Segundo o professor, é necessário considerar, no entanto, que os Estados Unidos estão em disputa por recursos militares entre diferentes regiões, o que pode ter feito com que os norte-americanos optassem pela redução das manobras.
“Isso mostra que os compromissos simultâneos podem obrigar Washington a reorganizar as tropas e as próprias prioridades entre aquilo que está ocorrendo no Oriente Médio e o que está ocorrendo na região do Pacífico. Quando uma frente exige mais navios, mais soldados, a outra precisa recalcular a sua presença”, explica.
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