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Anistia denuncia uso excessivo da força por parte de polícia egípcia

Internacional|Do R7

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Cairo, 14 out (EFE).- A Anistia Internacional (AI) denunciou nesta segunda-feira o uso excessivo de força por parte da polícia egípcia, que atirou no último dia 6 contra manifestantes partidários do ex-presidente Mohamed Mursi. Ao menos 49 pessoas morreram e centenas ficaram feridas na capital Cairo durante os motins ocorridos naquele dia, de acordo com testemunhas e fontes médicas citadas pela Anistia. Em comunicado, o grupo de direitos humanos destacou que, junto com a Polícia, havia homens que se passavam por civis e portavam facas e armas que foram usadas para atacar os manifestantes, em sua maioria pacíficos. "As forças de segurança do Egito fracassaram ao tentar evitar a perda de vidas humanas. Em muitos casos, os manifestantes foram atacados com violência", afirmou o subdiretor da AI para o Oriente Médio e Norte da África, Hasiba Sahraoui. A organização lembrou que alguns manifestantes a favor de Mursi lançaram pedras, queimaram pneus e usaram fogos de artifício contra as forças de segurança e moradores. Apesar dessa atitude, ele disse que não justifica o uso de meios letais por parte da Polícia. Segundo as leis internacionais, as forças de segurança devem evitar o uso de armas de fogo, exceto se há real ameaça de morte ou de alguém se ferir gravemente, lembrou Sahraoui. A Anistia já pediu uma investigação independente desses fatos. A organização também denunciou que foi negado a centenas de detidos o acesso a advogados e a parentes, e que outros foram levados a centros de detenção ilegais. Apesar da repressão dos últimos meses, a Irmandade Muçulmana e demais partidários do presidente deposto tentaram recuperar o poder no último dia 6, dia da comemoração do 40º aniversário da guerra de 1973 contra Israel. Entretanto, o desafio às forças de segurança acabou provocando um banho de sangue, o mais grave desde a onda de violência que se seguiu à retirada de manifestantes islamitas acampados no Cairo em 14 de agosto deste ano, quando mais de 600 pessoas morreram. EFE bds/cdr/id

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