Anistia Internacional pede respeito nas manifestações durante a Copa
Internacional|Do R7
Brasília, 5 jun (EFE).- A Anistia Internacional entregou nesta quinta-feira ao governo brasileiro um relatório com mais de 87 mil assinaturas recolhidas em uma campanha em 108 países defendendo o direito à liberdade de expressão e à manifestação pacífica no país durante a Copa do Mundo. Intitulado "'Eles usam uma estratégia de medo' - Proteção do direito ao protesto no Brasil", o documento apoiado com assinaturas representadas por cartões amarelos, foi entregue hoje ao Palácio do Planalto e no Congresso, informou a organização em comunicado. O abaixo-assinado continuará durante a Copa. Nele, a Anistia Internacional apresenta casos concretos do uso excessivo da força pela polícia em manifestações, e mostra sua preocupação pelas prisões arbitrárias, a má aplicação da legislação vigente e o risco de aprovação de leis que criminalizam os protestos no país. Um dos objetivos principais da organização com estas assinaturas é evitar que se repitam os atos de violência ocorridos a partir de junho de 2013 em todo o país, quando milhões de brasileiros saíram às ruas para protestar por melhores serviços públicos durante a Copa das Confederações. A Anistia também pede que os corpos policiais se responsabilizem pelos casos em que se excedam em seus trabalhos. Entre outras recomendações, a Anistia reivindica também que as autoridades garantam a formação das polícias militar e civil, além de outras forças de segurança, para a atuação neste tipo de evento. No documento, a organização apresenta o caso do fotógrafo Sérgio Silva, que perdeu a visão do olho esquerdo ao ser atingido por uma bola de borracha disparada pela polícia enquanto trabalhava em uma manifestação em junho do ano passado em São Paulo. Nessa ocasião, também ficou gravemente ferida a jornalista Giuliana Vallone que ajudava uma pessoa na rua, sem sequer participar das manifestações. EFE aas/cdr












