ANP não se pronunciará sobre morte de Arafat até receber todas as conclusões
Internacional|Do R7
Ramala, 6 nov (EFE).- A Autoridade Nacional Palestina (ANP) evitou comentar nesta quarta-feira as conclusões do laboratório suíço que investigou a morte de Yasser Arafat em 2004 e só dará uma resposta oficial quando receber as conclusões das outras duas comissões. A posição foi confirmada à Agência Efe pelo presidente da Comissão Investigadora Palestina a cargo do caso, Taufik Tiraui, que se limitou a dizer que "convocará uma entrevista coletiva quando receber todas as informações". "A ANP não reagirá até que cheguem todas as conclusões das diferentes fontes", reiterou o representante palestino. A televisão catariana "Al Jazeera" informou hoje que as análises realizadas pelo Instituto de Radiofísica do Hospital Universitário de Lausanne confirmam que o histórico líder palestino foi envenenado com polônio. Os cientistas, que corroboraram os resultados de outro laboratório em Moscou, encontraram níveis de polônio-210 18 vezes superiores ao normal nas amostras tiradas do corpo de Arafat. Segundo a "Al Jazeera", os analistas têm 83% de certeza que o líder palestino, falecido em 2004 aos 75 anos, foi envenenado e consideram "de forma moderada" que o polônio foi a causa de sua morte. De acordo com um relatório de 108 páginas do centro suíço, foram encontrados altos níveis deste material radioativo nas amostras das costelas e da pélvis, assim como na terra sobre a qual foi colocado seu corpo sem vida. Cientistas de Suíça, França e Rússia obtiveram essas amostras em novembro do ano passado após a exumação de seus restos, que jazem em um mausoléu da cidade palestina de Ramala. "Ele não estava doente, mas isto responde a todas nossas perguntas", assegurou hoje ao canal a viúva do líder palestino, Suha Arafat, que recebeu uma cópia do relatório e foi quem denunciou a morte em julho de 2012 a um tribunal da cidade francesa de Nanterre perante a possibilidade de um complô contra seu marido. EFE nm-elb/rsd












