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Antigo guarda-costas de Lula será investigado por escândalo de 2005

Internacional|Do R7

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Brasília, 24 abr (EFE).- A Polícia Federal investigará as contas bancárias de um antigo chefe da equipe de segurança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por seu suposto envolvimento nas corrupções denunciadas em 2005. A investigação acontecerá em meio a um processo em que se tenta esclarecer a suposta responsabilidade do ex-mandatário em um escândalo de subornos parlamentares e financiamento ilegal de campanhas que, em 2012, no chamado "julgamento do Mensalão", levou o Supremo a condenar 25 empresários e políticos à prisão. De acordo com o jornal "O Estado de S.Paulo", a PF examinará as contas de Freud Godoy, ex-chefe de segurança de Lula e que até 2005 era um homem da maior confiança do ex-presidente, com quem até costumava jogar futebol em sua residência oficial. O jornal paulistano sustenta que as pistas sobre a suposta participação de Godoy no caso foram dadas pelo publicitário Marcos Valério Fernandes, condenado a 40 anos de prisão pelo escândalo, que ontem, terça-feira, prestou novo depoimento à polícia. Segundo o jornal "O Globo", Fernandes também foi interrogado sobre uma reunião que diz ter tido em janeiro de 2003 com Lula em seu escritório do palácio presidencial e que o ex-mandatário nega. O veículo sustenta que Fernandes reiterou que em 2003, durante o primeiro ano de Lula no poder, depositou R$ 98.500 em contas de Godoy e que o dinheiro era destinado a pagar "despesas pessoais" do então presidente. Na época, o guarda-costas admitiu o depósito, mas alegou que se tratava de pagamentos pelos serviços de segurança que sua empresa prestava ao PT. O dinheiro provinha de uma vasta rede de corrupção tecida pelo PT quando Lula ganhou as eleições presidenciais de 2002 e que, segundo concluiu o Supremo Tribunal Federal, serviu para subornar parlamentares e financiar campanhas do partido. As acusações contra Godoy e o suposto envolvimento de Lula vieram à tona em 2005 durante uma investigação parlamentar sobre o escândalo. No entanto, foram relevadas pelo Supremo, que não encontrou indícios como para incluir entre os acusados do "julgamento do século" nem Lula nem Godoy, que sempre rejeitaram ter tido alguma participação na trama. A nova investigação sobre o suposto envolvimento de Lula foi iniciada no mês passado, sobre a base de acusações formuladas por Marcos Valério em setembro de 2012, após ter sido condenado a 40 anos de prisão como "responsável financeiro" da rede de corrupção. Lula até hoje não fez nenhum comentário público sobre o novo processo, já que, segundo seu escritório de imprensa, ainda não foi notificado oficialmente pelo tribunal responsável pelo caso. EFE ed/tr

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