Ao lamentar morte de Chávez, Dilma diz que nem sempre concordou com ele
Internacional|Do R7
BRASÍLIA, 5 Mar (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff disse nesta terça-feira que a morte do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, é "uma perda irreparável" para a América Latina, mas lembrou que o governo brasileiro nem sempre concordou integralmente com o líder socialista.
Chávez morreu nesta terça após uma batalha de quase dois anos contra o câncer.
Dilma fez um discurso enaltecendo a liderança de Chávez à frente da Venezuela e afirmou que ele era um "amigo do povo brasileiro", apesar de reconhecer que nem sempre o Brasil esteve de acordo com ele.
"Em muitas ocasiões, o governo brasileiro não concordou integralmente com o presidente Hugo Chávez. Porém, hoje, como sempre, nós reconhecemos nele uma grande liderança, uma perda irreparável e, sobretudo, um amigo do Brasil", afirmou a presidente antes de pedir um minuto de silêncio durante congresso de trabalhadores rurais em Brasília.
"O presidente Hugo Chávez deixará no coração, na história e nas lutas da América Latina um vazio. Lamento como presidente da República e como uma pessoa que tinha por ele grande carinho. Além de liderança expressiva, o presidente Chávez foi um homem generoso. Generoso com todos aqueles que, neste continente, precisaram dele", afirmou Dilma.
Já o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, afirmou, também lamentando a morte do líder socialista, que a Venezuela sob o comando de Chávez viveu "processo sem precedente histórico de aproximação com o Brasil".
"O presidente Chávez será lembrado como o líder venezuelano que maiores vínculos teve com o Brasil e que maior contribuição deu aos esforços de integração regional", disse Patriota.
(Por Tiago Pariz; Reportagem adicional de Ana Flor)












