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Após 14 anos com Chávez no poder, Venezuela irá escolher seu sucessor

Internacional|Do R7

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Laura Barros. Caracas, 13 abr (EFE).- Cerca de 19 milhões de cidadãos estão convocados para participar neste domingo das eleições que definirão o novo presidente da Venezuela e sucessor de Hugo Chávez, o homem que governou o país durante 14 anos, até sua morte, em 5 de março. As eleições de amanhã, antecipadas pela morte de Chávez, cujo quarto mandato (2013-2019) se iniciou em 10 de janeiro, colocarão frente a frente Nicolás Maduro, presidente interino, e o líder opositor Henrique Capriles. Seis meses depois da votação na qual Chávez conquistou sua terceira reeleição, os venezuelanos vão às urnas em eleições marcadas pelas denúncias: o governo garante que existem planos para desestabilizar o país e inclusive assassinar Maduro, e a oposição afirma que o chavismo tenta "distrair" a atenção da população. Hoje mesmo Maduro voltou a se referir a essas denúncias em reunião com representantes estrangeiros, entre os quais estavam ex-presidentes como o dominicano Leonel Fernández, o panamenho Martín Torrijos e o guatemalteco Álvaro Colom, assim como figuras políticas como o ex-governador americano Bill Richardson. Diante deles, acusou diretamente J.J. Rendón, um publicitário ligado à campanha opositora e que viveria na Colômbia. "A campanha é dirigida de Bogotá diretamente, por um personagem chamado J.J. Rendón, que estava calado até hoje", disse Maduro, que acusou a oposição de estar fomentado a violência após as eleições. O presidente interino afirmou ainda que acatará os resultados das eleições e que se sente feliz por ter sido "leal" a Chávez. A acusação de hoje se soma a outras denúncias que o governo fez nos últimos dias, entra as quais figura e a entrada no país de mercenários pagos pela "direita salvadorenha" com a intenção de assassinar Maduro e gerar violência. A oposição negou as acusações, que considera tentativas de "apavorar", "intimidar" e "afastar das mesas de votação os eleitores". Capriles optou por manter a calma frente às denúncias e foi para a ilha turística de Margarita após jogar ontem à noite uma partida informal de basquete. A campanha foi encerrada na quinta-feira e após esta data o país entrou em uma jornada de reflexão que vai até as eleições. "Margarita, lá vamos, Santa Mãe Virgem do Vale protege nosso povo e enche de bênçãos nossa Venezuela", escreveu o dirigente opositor no Twitter. A equipe de Capriles criticou o canal estatal por transmitir mensagens a favor de Maduro e dar destaque para a viagem ao país de Diego Maradona, que expressou publicamente seu apoio à candidatura do aspirante chavista. A opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) também informou hoje que convidou 43 observadores internacionais para que supervisionem as eleições presidenciais de amanhã. "O grupo da Unidade conseguiu convidar e trazer 43 observadores internacionais de 19 países", disse em entrevista coletiva a deputada María Corina Machado, encarregada da área internacional da MUD. A legisladora assegurou que houve "impedimentos" por parte do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) para fazer um "convite muito mais amplo" e para que fosse constituído "uma autêntica missão de observação eleitoral". O general Wilmer Barrientos, chefe do plano República, como se conhece a operação para garantir a segurança da votação, afirmou que foram instaladas 39.018 mesas nos 13.810 centros que funcionarão entre às 6h locais (7h30 de Brasília) e às 18h locais (19h30 de Brasília), embora a jornada pode se estender dependendo da quantidade de eleitores. A presidente do CNE, Tibisay Lucena, calculou que "três horas depois do fechamento das urnas" o país será informado dos resultados. Socorro Hernández, outra das cinco principais autoridades do CNE, afirmou que o resultado definitivo poderá ser divulgado entre às 22h e 23h locais (23h30 e 0h30 de Brasília). EFE lb/dk (foto)(vídeo)

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