Após 24h de interrogatório, Lagarde escapa de acusação formal por desvio
Internacional|Do R7
Paris, 24 mai (EFE).- A diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, foi declarada nesta sexta-feira como "testemunha assistida" e não como acusada pelos juízes que averiguam sua gestão em seu posto anterior de ministra de Finanças da França em um controvertido litígio com o empresário Bernard Tapie. "Minha condição de testemunha assistida não é uma surpresa para mim porque sempre atuei de acordo com as leis e os interesses do Estado", declarou Lagarde na saída de um interrogatório que durou quase 24 horas durante dois dias. Na França, a figura de "testemunha assistida" não é acusada por crimes e pode declarar ajudada por seus advogados, embora seu status não seja o de uma mera testemunha. A ex-ministra das Finanças disse que suas explicações aos juízes do Tribunal de Justiça da República "permitiram apresentar respostas e acabar com dúvidas" em "um caso complexo e antigo". A principal chefe do FMI poderia ter sido acusada por cumplicidade em falsificação e desvio de verbas públicas ao término do interrogatório para explicar por que em 2007 decidiu que um tribunal arbitral privado resolvesse o contencioso de 12 anos entre o Estado francês e o empresário Bernard Tapie, ex-dono da Adidas. A investigação visava descobrir se Lagarde, amiga de Tapie, optou pelo mecanismo de arbitragem e renunciou a recorrer aos tribunais ordinários, contra os interesses públicos, para favorecer o controvertido empresário, a quem a arbitragem concedeu uma indenização de 403 milhões de euros em 2008. EFE jaf/id (foto)











