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Após acordo, jovem grego preso abandona greve de fome que mantinha há um mês

Internacional|Do R7

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Atenas, 10 dez (EFE).- O preso grego Nikos Romanós, de 21 anos, encerrou nesta quarta-feira a greve de fome que mantinha há um mês, em protesto contra a recusa das autoridades em concedê-lo uma permissão para assistir aulas na universidade, depois que o parlamento aprovou uma nova legislação que o permitirá retomar os estudos. "Foi uma vitória da democracia e o mais importante é que uma vida foi salva", afirmou o advogado de Romanós, Frangiskos Ragusis. Após parar de comer, Romanós chegou a um primeiro acordo com as autoridades sobre a utilização de uma pulseira eletrônica como sistema de vigilância, mas recusou suspender a greve de fome e também de sede, que iniciou nesta quarta-feira, enquanto o acerto não fosse formalizado. "Romanós respeitará as permissões penitenciárias e a confiança de todos que o apoiaram", declarou Ragusis. Como condição para obter as permissões para sair, a legislação exige que o preso tenha cursado o primeiro semestre do curso acadêmico a distância. A legislação foi aprovada por unanimidade na câmara depois que o texto inicial, que eliminava as permissões penitenciárias por motivos acadêmicos e os substituía pelo ensino a distância, introduziu o uso da pulseira como dispositivo de vigilância a pedido de todos os partidos políticos. Segundo a imprensa local, a pressão sobre o delicado estado de saúde do jovem teria levado o presidente, Károlos Papoulias, a intervir no caso, pedindo para o primeiro-ministro, Antónis Samarás, achar uma solução logo. Romanós foi condenado por duplo assalto a mão armada, mas absolvido da acusação de formação de quadrilha, embora ainda tenha outros processos por crimes de terrorismo pendentes. O caso de Romanós gerou grande repercussão política em meio ao cenário de instabilidade que vive o país, já que o governo antecipou para a próxima semana as eleições presidenciais, previstas inicialmente para fevereiro. Além disso, o caso provocou grande indignação popular. Uma das diversas manifestações ao longo da semana passada terminou com fortes distúrbios. EFE rc/vnm

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