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Após denúncias, Henrique Eduardo Alves é eleito presidente da Câmara

Internacional|Do R7

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Brasília, 4 fev (EFE).- Os deputados brasileiros elegeram, neste segunda-feira, o parlamentar Henrique Eduardo Alves, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) e alvo de denúncias, como novo presidente da Câmara. A situação de Alves, que ocupará o cargo até fevereiro de 2015 e segundo na linha de sucessão da Presidência da República, atrás apenas do vice-presidente, é similar à situação do novo presidente do Senado, Renan Calheiros, também do PMDB e eleito na sexta-feira apesar de ser acusado pela Procuradoria perante a Corte Suprema por suposta responsabilidade em assuntos ligados à corrupção. Alves disputou a presidência da câmara baixa com outros três candidatos - Rose de Freitas (PMDB-ES), que recebeu 47 votos, Júlio Delgado (PSB-MG), que teve 165 votos, e Chico Alencar (PSOL-RJ) com 11 -, e foi eleito com 271 votos, graças ao sólido apoio da maioria dos membros do PMBD, que com 90 dos 513 deputados, constitui a principal força política nesse órgão legislativo. Sua candidatura causou polêmicas inclusive dentro do próprio PMDB, a ponto da deputada Rose de Freitas, do mesmo partido, também concorrer ao posto e que hoje mesmo alertou dos "riscos" de escolher um candidato suspeito de corrupção. "Não deveria ter se apresentado, porque sua candidatura deixa todo o Congresso sob suspeita", manifestou Rose, que teve o respaldo de apenas uma minoria de parlamentares do PMDB. Alves também recebeu apoio do partido de Dilma (PT), e que, do mesmo modo, na sexta-feira tinha se inclinado pela candidatura de Calheiros no Senado. Em seu primeiro discurso como novo presidente da câmara baixa, Alves dedicou algumas palavras para rebater informações publicadas pela imprensa nos últimos dias, quando foram divulgadas denúncias de que teria beneficiado a empresa de um ex-assessor com emendas parlamentares destinadas a obras no Rio Grande do Norte "São documentos apócrifos" e "acusações sem evidências" surgidas no calor do debate sobre sua candidatura à Presidência da Câmara dos Deputados, afirmou Alves, advogado de 64 anos e o legislador mais antigo hoje no Congresso, onde ocupa uma cadeira desde 1970. Suas pendências com a Justiça começaram há uma década, quando deixou temporariamente o Congresso para assumir o cargo de secretário de Governo no estado do Rio Grande do Norte. Alves foi acusado de utilizar recursos públicos para campanhas de promoção pessoal, o que foi considerado provado por um tribunal de primeira instância, em maio de 2011, que decidiu suspender todos os direitos políticos por três anos. Essa sentença foi recorrida por Alves, que está à espera da decisão de um tribunal superior que deverá confirmar ou rejeitar a condenação, que na prática lhe impediria de ocupar ou ser candidato a qualquer cargo público. EFE ed/ff ?

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