Após greve, Bolívia desiste de dar nome de Evo Morales a aeroporto
A cidade de Oruro ficou paralisada durante toda a semana em greve geral contra a homenagem ao presidente
Internacional|Do R7
A greve geral que paralisou nesta semana a cidade de Oruro, na Bolívia, fez nesta sexta-feira (22) com que as autoridades regionais governistas se comprometessem a anular uma lei que batizou o aeroporto local com o nome do presidente Evo Morales.
A presidente do Comitê Cívico de Oruro, Sonia Saavedra, que liderou os protestos, disse nesta sexta-feira à Agência Efe que o Legislativo regional, dominado pelo partido de Morales, aceitou deixar sem efeito a lei de fevereiro que impunha o nome de Morales e retirava o de Juan Mendoza, herói da aviação nacional.
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Saavedra declarou que as conversas duraram toda a noite e terminaram de madrugada, pondo fim a um conflito de 40 dias que incluiu uma greve geral nesta semana.
"Assim é feita a reposição da memória histórica do departamento de Oruro e devolvido ao aeroporto internacional o nome de Juan Mendoza", disse a dirigente cívica, que destacou que a história do aviador tem grande importância para os orurenhos. Juan Mendoza y Nernuldez, nascido nessa região, foi o pioneiro da aviação boliviana, fez a primeira viagem aérea entre La Paz e Buenos Aires e sua contribuição foi fundamental na guerra do Chaco, com o Paraguai (1932-1935).
Durante o conflito, Morales preferiu não se pronunciar de forma direta sobre o conflito, disse que ele deveria ser solucionado pelos setores regionais e que ele nunca pediu para que alguma obra tivesse seu nome.
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