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Após homem ser atropelado, sobem para três as mortes em onda de saques na Argentina

Mais de 600 pessoas já foram detidas entre quinta-feira e sábado

Internacional|Do R7

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Mercado chinês de San Fernando ficou completamente destruído após saque na sexta-feira (21)
Mercado chinês de San Fernando ficou completamente destruído após saque na sexta-feira (21)

Um homem morreu atropelado na noite deste sábado (22) por um caminhão que tentava fugir de um assalto no norte da Argentina, afirmaram neste domingo (23) fontes policiais, que também confirmaram que está é a terceira vítima fatal relacionada com a onda de saques registrada no país nos últimos dias.

Até a publicação desta reportagem, não havia notícias confirmadas de saques realizados hoje.


Segundo testemunhas, um grupo de pessoas tentava obrigar o caminhoneiro a parar em uma estrada de San Miguel de Tucumán.

No entanto, para fugir do cerco, o motorista acelerou e fez uma rápida manobra para desviar dos supostos saqueadores, momento em que acabou atropelando um pedestre que observava a cena.


Violência agrava disputa entre governo e sindicalistas

Duas pessoas morrem em Rosário


Dois supermercados de Bariloche sofrem saques

"O motorista não parou o caminhão nem mesmo após o acidente e, desde então, segue foragido", informaram fontes policiais da Província.


O centro de San Miguel de Tucumán viveu cenas de pânico neste sábado (22), quando supostas grupos de saqueadores organizados tentaram assaltar alguns comércios e centenas de pessoas que realizavam compras natalinas.

No entanto, a polícia local, que pede calma à população, negou a existência desses roubos.

Os primeiros saques na Argentina ocorreram na última quinta-feira, na turística cidade de Bariloche, situada a 1.500 km a sudoeste de Buenos Aires.

Mas, entre a noite de quinta e sexta-feira, a onda de saques se estendeu para outras Províncias do país.

Segundo relatório da Confederação Argentina da Média Empresa, pelo menos 292 comércios foram saqueados em 40 cidades argentinas, entre elas Rosário, onde duas pessoas que participavam dos saques na região morreram em confronto com a polícia.

Além das três mortes registradas até o momento, os confrontos entre os assaltantes e as forças de segurança causaram dezenas de feridos e mais de 600 detidos.

Diante deste contexto, o governo argentino acusa os sindicalistas opositores de estar por trás dos roubos.

Segundo as autoridades locais, os 11 anos dos violentos protestos que resultaram na queda do governo de Fernando de la Rúa, em dezembro de 2001, também podem estar motivando esses saques, mas os sindicalistas desmentem essa relação.

Insatisfação contra Cristina

A onda de saques na Argentina ocorre em meio a uma série de protestos da população contra o governo de Cristina Kirchner.

Além dos protestos de quinta-feira, em celebração aos 11 anos da queda de La Rúa, milhares de trabalhadores e ativistas de esquerda protestaram na quarta-feira, no centro de Buenos Aires, para exigir a redução de impostos e denunciar a inflação e a insegurança.

O protesto registrou a incomum aliança entre sindicalistas peronistas e partidos da esquerda, adversários históricos na Argentina.

O governo ainda não declarou se a recente onda de saques está relacionada à série de protestos contra Cristina, mas acusa os sindicalistas de estarem por trás dos ataques.

Após sua contundente vitória nas eleições de outubro de 2011, com 54% dos votos, a presidente viu sua aprovação cair de 64,1% para 30,6% em um ano, segundo a consultoria M&F.

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