Após interrogatórios, atirador de trem francês é apresentado a juiz em Paris
Internacional|Do R7
Paris, 25 ago (EFE).- O atirador do trem Thalys que fazia o percurso entre Amsterdã e Paris na sexta-feira passada, Ayoub El Khazzani, compareceu nesta tarde ao Palácio de Justiça de Paris após os interrogatórios policiais para ser apresentado a um juiz encarregado do caso. O procurador de Paris, François Molins, convocou uma entrevista coletiva para esta tarde para informar sobre as investigações realizadas durante os quatro dias em que o suposto terrorista foi interrogado após ser detido em Arras. Os policiais não têm dúvidas sobre as motivações terroristas do jovem marroquino. Um dos elementos que contribuiu para essa convicção é que pouco antes de subir ao trem na estação de Midi, em Bruxelas, El Khazzani usou um dos dois celulares que carregava para acessar um site fundamentalista, segundo revelou a emissora "France Info". O agressor assistiu um vídeo de cantos jihadistas após comprar o bilhete e antes de subir ao trem quatro horas mais tarde. El Khazzani, em suas primeiras declarações, afirmou que seu objetivo era cometer um assalto no Thalys "para comer", segundo relatou a advogada que o defendeu, Sophie David. De acordo com sua versão, as armas que carregava tinham sido encontradas em uma mala abandonada em um jardim próximo à estação de Bruxelas. O fato é que o suspeito foi flagrado com um fuzil Kalashnikov com nove carregadores repletos de munição, uma pistola automática e um líquido inflamável. Nas últimas horas também foi confirmado que El Khazzani viveu na França pelo menos durante dois meses em 2014. Entre os dias 3 de fevereiro e 3 de abril, ele trabalhou na operadora de telecomunicações Lycamobile em Seine-Saint-Denis, perto de Paris. O porta-voz do governo, Stéphane Le Foll, reconheceu que essa estadia não havia sido detectada apesar dos serviços secretos franceses terem fichado El Khazzani a partir das informações recebidas da Espanha, que o apontavam como islamita radical com possibilidades de ir à França. EFE ac/vnm











