Após reunião da Acnur, 17 países se comprometem a receber refugiados sírios
Internacional|Do R7
Genebra, 1 out (EFE).- Dezessete países se comprometeram a agilizar os trâmites para passar a receber refugiados sírios e, desta forma, aliviar carga dos países vizinhos, onde pelo menos 2,1 milhões de pessoas já cruzaram as fronteiras desde março de 2011, anunciou nesta terça-feira o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados, Antonio Guterres. Os dezessete países em questão, incluindo Brasil, EUA, Austrália, Alemanha, Suécia, Suíça e Áustria, entre outros, adotaram este compromisso após uma reunião de alto nível convocada pelo escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), a qual foi elaborada para abordar o êxodo sírio e suas consequências. Segundo Guterres, a maioria destes países ainda não confirmou as cotas de admissão de refugiados, mas, até o momento, já há 10 mil vagas confirmadas para reassentamento. "Ainda é cedo para falar de dados definitivos, mas o compromisso destes países para abrir suas fronteiras foi claro. E isso é uma grande notícia", declarou Guterres. O Alto Comissariado da ONU esclareceu que não só os vizinhos - Líbano, Jordânia, Iraque e Turquia - devem abrir suas fronteiras aos refugiados sírios, mas todos os países deveriam acolher estas pessoas sob critérios de "reassentamento, asilo humanitário ou reunificação familiar". Guterres citou como exemplo o caso da Alemanha, que já iniciou um programa para acolher 5 mil sírios que estavam abrigados no Líbano, país que suporta a maior carga do êxodo sírio com 769 mil refugiados registrados, embora os números reais poderiam chegar aos 1,3 milhão. O compromisso alcançado nesta reunião de alto nível iniciada ontem também inclui uma chamada para o envio de ajuda financeira aos países vizinhos da Síria, que sofreram "um forte impacto econômico e social" como consequência da entrada de pessoas que fogem da violência na Síria. O Acnur, junto com o Banco Mundial, fez uma avaliação do impacto do êxodo sírio na economia do Líbano, cifrado em US$ 7,5 bilhões no período que abrange de 2012 a 2014. Guterres precisou que o plano da Acnur é fazer com que "seus doadores" comecem enviar dinheiro ao país já este mês de outubro, enquanto, segundo o Alto Comissariado da ONU, a União Europeia já expressou "seu compromisso de avançar neste projeto". "Não se trata somente de abordar aspectos humanitários, mas também de solucionar aspectos estruturais, como a educação e o sistema de saúde e outras infraestruturas", ressaltou Guterres. A intenção da Acnur é estabelecer um plano de ajuda econômica semelhante para o Iraque, onde existem 250 mil refugiados sírios, dos quais 97% se concentram na região autônoma do Curdistão, no norte do país, que está transbordada desde agosto passado, quando a afluência de refugiados cresceu notavelmente. Para o Alto Comissariado, é "urgente" que todas as agências humanitárias trabalhem juntas neste sentido e que os doadores entendam as necessidades econômicas dos países que recebem mais refugiados sírios. EFE sga/fk












