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Apuração oficial indica vitória da oposição de direita na Dinamarca

Internacional|Do R7

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Copenhague, 18 jun (EFE).- A oposição de direita venceu nesta quinta-feira as eleições dinamarquesas com 52,4% dos votos contra 47,3% do bloco governamental de centro-esquerda, segundo a apuração oficial que já contabilizou 68% das urnas. A direita obteria assim 92 das 179 cadeiras do parlamento dinamarquês, duas acima da maioria absoluta, e não necessitaria esperar o resultado nos territórios autônomos da Groenlândia e das Ilhas Faroe, que têm direito a quatro parlamentares, como apontavam as pesquisas de boca de urna. A força mais votada, no entanto, foi o Partido Social-Democrata da primeira-ministra, Helle Thorning-Schmidt, com 26,4%, um ponto e meio a mais que em 2011; seguido pelo ultraconservador Partido Popular Dinamarquês, com 21,5%, nove pontos a mais; e o Partido Liberal, que cairia mais de seis pontos até 20,2%. No entanto, o líder opositor, o liberal Lars Lokke Rasmussen, desponta como o futuro primeiro-ministro, já que conta com o apoio de todo o bloco de direita, mas precisará resolver a composição de um governo ao qual os "populares" ainda não revelaram se apoiarão de fora ou de dentro. Apesar do bom resulto no pleito, os social-democratas não puderam compensar a queda de seu parceiro no governo, o Partido Social Liberal, que caiu de 9,5% a 4,5%; nem a do Partido Socialista Popular, que caiu cinco pontos até 4,2%. Nem a ascensão da Lista Unitária, que se transforma em quarta força com 8,1%, nem a entrada no parlamento da Alternativa, uma nova legenda ecologista de centro, com 4,2%, foram suficientes para manter o poder conquistado em 2011. Além da fulgurante alta da direita xenófoba, a oposição se beneficiou do bom resultado da Aliança Liberal, que sobe de 5% a 7,3%. O Partido Conservador, que nos anos 80 chegou a liderar vários governos, continua a linha descendente da última década e alcança um mínimo histórico de 3,4%, um ponto e meio pior que há quatro anos. Os democratas cristãos, que não tinham representação parlamentar, obtiveram 0,9% e ficaram longe da barreira mínima de 2%. A campanha destas eleições esteve marcada por temas como as reformas do Estado de bem-estar e dos programas de desemprego, a política fiscal e os refugiados. Quando a primeira-ministra social-democrata, Helle Thorning-Schmidt, convocou eleições, as pesquisas ainda davam uma cômoda vantagem de até oito pontos ao bloco opositor, reflexo de uma legislatura convulsa de um governo em minoria que alcançou índices históricos de impopularidade por sua política de cortes sociais. Porém, os escândalos pessoais de Rasmussen e a melhora da situação econômica fizeram com que essa vantagem se esfumaçasse e a centro-esquerda chegou inclusive a tomar a dianteira nas pesquisas, graças também à pujança do partido Alternativa. Perante a possibilidade de derrota, Rasmussen recorreu na última semana à carta da imigração, neste caso centrada nos refugiados, o tema que dominou as campanhas desde 2001 e que definiu os triunfos nos diferentes pleitos. EFE alc/rsd

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