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Árabes anunciam greve geral em Israel em protesto por demolições de casas

Atualmente, cerca de 60 mil casas em povoações árabes contam com ordens de demolição 

Internacional|Do R7

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A minoria árabe de Israel se uniu nesta terça-feira (28) a uma greve geral em Tel Aviv contra as demolições de casas, assim como a falta de habitação e planos urbanísticos em suas comunidades.

O Alto Comitê de Acompanhamento Árabe, que é integrado por deputados árabes, representantes de distritos municipais locais e outros dirigentes que coordenam as atividades políticas do coletivo, organizou a manifestação incomum em Tel Aviv, em uma tentativa de chamar a atenção das autoridades.


De acordo com o Comitê, colégios, comércios e bancos permanecem fechados durante esta dia de greve geral. A habitação se transformou em um assunto de destaque na agenda política desta minoria, que representa cerca de 20% da população dos 8,2 milhões de habitantes de Israel, segundo meios de comunicação locais.

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Atualmente, cerca de 60 mil casas em povoações árabes contam com ordens de demolição emitidas pelas autoridades locais. O Comitê árabe argumenta que a solução para estes problemas é legalizar retroativamente a maior parte das casas construídas em terras privadas próximas às comunidades existentes e ampliar as permissões que o governo outorga aos municípios árabes para requalificar terrenos para a construção.


Aos assuntos se somam as reivindicações próprias dos árabes com cidadania israelense, em sua maioria de origem palestina, cujos dirigentes denunciam com frequência que são considerados cidadãos de segunda e denunciam as políticas e comentários racistas de alguns políticos.

O último e famoso incidente foi protagonizado pelo próprio primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, nas eleições de 17 de março, quando pediu ao eleitorado o voto para impedir que os árabes "fossem em massa" às urnas.


Essas declarações provocaram o repúdio da Lista Árabe Conjunta, plataforma que se consolidou como terceira força política no pleito, assim como do próximo chefe da oposição, o trabalhista Isaac Herzog, e do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

Os árabes com cidadania israelense são os palestinos e seus descendentes que ficaram no território quando nasceu o Estado de Israel em 1948. 

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