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Árabes rejeitam proposta de segurança dos EUA para futuro Estado palestino

Internacional|Do R7

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Cairo, 21 dez (EFE).- Os ministros de Relações Exteriores da Liga Árabe rejeitaram neste sábado uma proposta de segurança dos Estados Unidos para o futuro Estado palestino, que reiteraram que deve ser independente e com capital em Jerusalém Oriental. Em reunião extraordinária no Cairo, realizada a pedido do presidente da Palestina, Mahmoud Abbas, os chefes da diplomacia árabe criticaram o plano dos EUA sobre uma eventual presença militar israelense durante dez anos na fronteira com a Cisjordânia. Abbas já expressou seu descontentamento com esta ideia em meados deste mês em mensagem às autoridades americanas, que mediam as conversas de paz entre palestinos e israelenses. De acordo com esse plano, aviões de reconhecimento americanos monitorariam o território palestino, e militares israelenses atuariam em zonas estratégicas ao longo da fronteira com o futuro Estado palestino, que deveria ser desmilitarizado. A Liga Árabe insistiu em uma resolução no final da reunião que a solução para o conflito deve ser baseada na Iniciativa de Paz Árabe, aprovada em 2002. Esta iniciativa estipula a retirada israelense de todos os territórios árabes ocupados durante a guerra de 1967 em troca do reconhecimento a Israel. Os ministros árabes também rejeitaram "todas as medidas e planos políticos israelenses que têm como objetivo alterar as realidades demográfica e geográfica dos territórios palestinos ocupados", segundo o texto. O secretário-geral da Liga Árabe, Nabil al Araby, foi encarregado de enviar uma mensagem ao secretário de Estado americano, John Kerry, para reiterar a posição do bloco árabe. Por outro lado, os ministros responsabilizaram o governo israelense de "dificultar o processo de paz mediante o assassinato de palestinos e seus planos de construir assentamentos". Araby disse em entrevista coletiva após a reunião que nem os países árabes ou a Autoridade Nacional Palestina (ANP) farão concessões a Israel. Por fim, ele lembrou que os países árabes fizeram um acordo com os EUA para supervisionar negociações entre as partes que não devem durar mais de nove meses, entre o fim de julho de 2013 e abril de 2014. As estatísticas do serviço secreto israelense Shabak mostram um aumento da violência no segundo semestre de 2013 entre palestinos e israelenses, o que faz temer uma nova Intifada se as negociações de paz fracassarem. EFE aj-mv/id

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