Arábia Saudita prende 431 membros de "organização terrorista" vinculada ao EI
Internacional|Do R7
(atualiza com detalhes de entrevista coletiva). Riad, 18 jul (EFE).- As autoridades sauditas anunciaram neste sábado a detenção de 431 pessoas supostamente envolvidas com uma "organização terrorista que foi desarticulada e se vinculava ao grupo jihadista Estado Islâmico", conforme informou a agência oficial de notícias saudita "SPA". Em entrevista coletiva, o porta-voz do Ministério do Interior, general Mansur al Turki, e o chefe das investigações, Bassam Al Atia, confirmaram a desarticulação de várias células terroristas que integravam essa rede e seu líder, identificado como Hadi al Shibani. A organização era dirigida de fora do país, através de Al Shibani, e era estruturada em pequenas células sem conexão entre si, por razões de segurança. A maioria dos detidos são de nacionalidade saudita, além de iemenitas, egípcios, sírios, jordanianos, argelinos, nigerianos, chadianos e de outras nacionalidades que não puderam ser identificadas pelas autoridades. Alguns dos detidos eram ativos na rede social Twitter, na qual apoiavam os atos do EI e incitavam à violência contra os xiitas, e muitos não têm antecedentes criminais, mas foram recrutados pelo grupo jihadista, segundo os investigadores. O Ministério do Interior não revelou a identidade de todos os detidos, mas publicou os nomes e fotografias dos mais destacados. Os detidos são suspeitos de envolvimento em vários ataques e explosões, entre eles os dois atentados contra mesquitas xiitas na região de Al Qatif, no leste da Arábia Saudita, em maio e novembro. As autoridades calculam que 37 pessoas, entre civis e policiais, morreram nas operações levadas a cabo até o momento pela organização, além de seis terroristas. Com essa operação, as autoridades sauditas evitaram vários ataques que a organização supostamente planejava. O mais importante teria sido contra uma mesquita pertencente às forças antidistúrbios, com capacidade para até três mil fiéis na capital Riad. A organização também se dispunha a atacar sedes diplomáticas estrangeiras e forças de segurança sauditas, segundo as investigações. EFE sa-ms-fc/vnm













