Argentina comemora Dia das Malvinas com apelo ao diálogo
País vizinho aproveitou data para buscar conversa com o Reino Unido sobre a questão da soberania das ilhas. Disputa atingiu o auge na guerra de 1982
Internacional|Da EFE

A Argentina comemora nesta quarta-feira (10) o Dia da Afirmação dos Direitos Argentinos sobre as Malvinas, Ilhas Geórgias do Sul e Sandwich do Sul, um dia marcado por apelos ao diálogo com o Reino Unido para resolver a questão da soberania das ilhas, reivindicada pelo país vizinho.
Em 10 de junho de 1829, o comerciante Luis Vernet tornou-se a primeira pessoa nomeada pela Argentina como governador do remoto arquipélago localizado no meio das águas do Atlântico Sul. Quatro anos depois, as ilhas seriam administradas pelo Reino Unido, a semente de um conflito diplomático que dura até os dias de hoje.
A disputa entre o Reino Unido e a Argentina atingiu seu auge na guerra entre os dois países de 2 de abril a 14 de junho de 1982. O país sul-americano, sob a direção da ditadura militar, conquistou as ilhas por um curto período até ser repelido de volta ao continente pelos britânicos. No total, 255 britânicos, três nativos e 649 argentinos morreram durante o conflito.
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Após a guerra, os dois países romperam relações até 1990, e alguns aspectos, como os voos entre a parte continental da Argentina até as Malvinas foram retomados apenas em 1999.
Longa disputa
Apesar da existência de relações diplomáticas, a Argentina mantém sua reivindicação de soberania e tem repetidamente solicitado o início de um diálogo entre as duas partes, posição compartilhada pelas Nações Unidas em várias resoluções.
Por ocasião das comemorações, a conta oficial no Twitter do Ministério das Relações Exteriores da Argentina publicou na quarta-feira um vídeo pedindo ao Reino Unido para iniciar a conversa. O presidente do país vizinho, Alberto Fernández, ratificou pela mesma rede social o que chamou de "demanda pacífica pelo fim do colonialismo".
As Ilhas Malvinas são consideradas pela ONU um território não autônomo sob a administração do Reino Unido, um status mantido por enclaves que antes eram dominados por potências imperialistas e que não tiveram um processo de descolonização.
Além das declarações das instituições, também são frequentes na Argentina atos simbólicos relacionados com as ilhas. O último é contar nas estatísticas oficiais da Argentina os casos de coronavírus detectados nas Malvinas. No entanto, 99,8% dos habitantes das ilhas votaram a favor de continuar pertencendo ao Reino Unido em referendo realizado em 2013.
Enclave estratégico
As Ilhas Malvinas têm aproximadamente 3 mil habitantes e sua economia é tradicionalmente baseada na existência de um setor ovino local e na venda de licenças de pesca nas águas adjacentes.
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No entanto, a importância do arquipélago reside no fato de estar localizado em uma posição geográfica de alto valor estratégico devido à sua proximidade com a Antártida e sua posição no Atlântico Sul — está a quase 500 quilômetros do continente —, o que o torna uma importante base militar para o Reino Unido.
Além disso, no final do século passado, importantes depósitos de petróleo foram encontrados sob suas águas, cuja futura exploração é um dos últimos ramos a terem sido acrescentados ao conflito.
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