Argentina concretiza guinada após 12 anos sem participar do Fórum Econômico Mundial
Em Davos, Mauricio Macri falou sobre relações com Reino Unido e Brasil
Internacional|Da Ansa

Cumprindo sua promessa de mudar os rumos econômicos da Argentina, o presidente Mauricio Macri, levou o país de volta ao Fórum Econômico Mundial, que acontece em Davos.
O ex-presidente Néstor Kirchner e mais tarde sua esposa, Cristina, ficaram de fora do evento durante seus 12 anos no Poder.
Diante de enorme expectativa, o nome de Macri foi um dos mais citados durante o encontro econômico, quando se encontrou com diversos líderes e empresários.
Em seus três dias na Suíça, ele debateu uma reaproximação do Reino Unido, após a relação bilateral se deteriorar no governo de Cristina Kirchner por conta da briga pelas Malvinas.
Ele também falou sobre sua vontade de, junto ao Brasil, avançar em um acordo com a União Europeia (UE) e debateu o impasse dos "Fundos Abutres" com os Estados Unidos.
Como defendeu em sua campanha eleitoral, Macri quer voltar suas atenções para um acordo entre Mercosul e União Europeia (UE), travado anteriormente por exigências da Argentina.
Os cinco principais desafios do governo Macri na Argentina
Em coletiva de imprensa em Davos, ele disse estar otimista e que chegou a conversar com a presidente Dilma Rousseff para que uma proposta seja apresentada ao bloco europeu ainda no primeiro trimestre deste ano.
— Ambos queremos avançar nesta questão.
Atualmente, a União Europeia é o maior parceiro comercial do Mercosul, respondendo por 20% do comércio do bloco sul-americano.
Estados Unidos
Em uma aproximação dos Estados Unidos, Macri se reuniu com o vice-presidente norte-americano, Joe Biden, ocasião em que conversaram sobre a necessidade de "criar uma boa atmosfera de diálogo em toda a região".
Biden ainda ofereceu ajuda na luta contra o narcotráfico na Argentina, que cresceu muito nos últimos anos.
Fundos Abutres
Em coletiva, Macri disse que pretende finalmente fazer uma oferta aos fundos de investimentos conhecidos como "abutres".
— Até agora não temos resultados concretos, mas faremos uma oferta na semana que vem.
Os "abutres" não aceitaram no passado o acordo proposto pelo governo de Cristina Kirchner de pagar um valor renegociado. A ex-mandatária, por sua vez, acusava os fundos de tentar extorquir o governo.
Os outros 92% de credores, no entanto, concordaram em receber valores menores e perdoar os juros, mas só podem ser pagos após os fundos de investimentos. Com moratória técnica por conta dos tramites judiciais, Macri quer articular um acordo, a fim de voltar a tomar empréstimos no exterior para financiar obras públicas, sua estratégia para retomar a economia local













