Argentina garante ter "máxima concordância com o Brasil" para oferta a UE
Internacional|Do R7
Buenos Aires, 5 dez (EFE).- A Argentina garantiu nesta quinta-feira que há uma "máxima concordância" com o Brasil no projeto da nova oferta que o Mercosul fará à União Europeia (UE) para chegar a um acordo de livre-comércio. "Estamos trabalhando com a máxima concordância da oferta, chegando a uma que seguramente superará os 70%", disse hoje o chefe de Gabinete argentino, Jorge Capitanich, depois de se reunir em Buenos Aires com o ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil, Fernando Pimentel, e o assessor da Presidência Marco Aurélio García. Em entrevista coletiva, Capitanich disse que "até 15 de dezembro estarão dadas as condições para a troca correspondente de informação com a finalidade de fazer a proposta única" do bloco fundado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai e Venezuela, que aderiu oficialmente em julho. "A Argentina tem um nível de abertura significativa em matéria de serviços, compras governamentais e produtos agrícolas, e sempre sustentamos uma posição do interesse nacional e sua indústria com o objetivo de garantir a possibilidade de acesso aos mercados", disse Capitanich. A Argentina, destacou o chefe de Gabinete, também reivindica a eliminação dos subsídios agrícolas "em virtude da competitividade de sua estrutura produtiva". Na reunião com Pimentel e García, também se abordou a situação do processo parlamentar no Paraguai para aceitar a incorporação da Venezuela ao Mercosul, adesão que se concretizou enquanto estava o país suspenso por causa da cassação do então presidente Fernando Lugo. "Na próxima terça-feira o Senado da República do Paraguai terá a perspectiva de aprovação da entrada da República Bolivariana da Venezuela como membro pleno do Mercosul", disse Capitanich, que nesta quarta-feira se reuniu em Assunção com o presidente do Paraguai, Horacio Cartes. Na reunião se analisou o comércio de automóveis entre Argentina e Brasil já pensando no vencimento do acordo bilateral neste setor caducar em 30 de junho de 2014. "Em consequência é necessário estabelecer um mecanismo de negociação. A Argentina pretende gerar as condições para que possamos aumentar a troca de autopeças, gerar um mecanismo de maior equilíbrio no comércio e ser competitivos para terceiros mercados", disse Capitanich. O chefe de Gabinete também assinalou que na reunião foram abordados outros temas comerciais, como a troca de eletrodomésticos e calçados. "O Brasil é um parceiro estratégico da Argentina. O Brasil também considera que a Argentina é um parceiro estratégico. Foi muito significativa esta reunião", disse Capitanich. EFE nk/cd












