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Argentina recorrerá a Corte de Haia por conflito sobre fábrica com o Uruguai

Internacional|Do R7

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Buenos Aires, 2 out (EFE).- O governo da Argentina anunciou nesta quarta-feira que recorrerá novamente à Corte Internacional de Haia pelo conflito com o Uruguai pela fábrica de pasta de celulose da finlandesa UPM (ex-Botnia), em frente a costa argentina. "A Argentina lamenta que os interesses da empresa tenham se tornado tão poderosos que condicionam a relação com o Uruguai", sustentou o chanceler argentino, Héctor Timerman, ao fazer uma declaração aos jornalistas. O governo da Argentina fez este anúncio depois de o presidente do Uruguai, José Mujica, informar em Montevidéu da decisão de autorizar um aumento de produção da UPM. "A decisão unilateral do Uruguai deixa nosso país na obrigação de recorrer à Corte de Haia, já que afeta a soberania ambiental, viola os tratados entre as nações e a própria sentença da corte", disse Timerman. O governo uruguaio anunciou hoje sua autorização para que a fábrica UPM, que fica na cidade uruguaia de Fray Bentos, em frente a cidade argentina de Gualeguaychú, aumente sua produção numas 100 mil toneladas anuais assim que cumprir com uma série de requisitos em matéria meio ambiental. Antes do anúncio, Mujica e a presidente argentina, Cristina Kirchner, se reuniram na segunda-feira em Buenos Aires e ontem fizeram o mesmo, também na capital argentina, o próprio Timerman e o chanceler uruguaio, Luis Almagro. "Na reunião de ontem com o chanceler Luis Almagro, a Argentina solicitou seguir dialogando e não cair na lógica do enfrentamento, mas o Uruguai não respondeu", disse hoje Timerman. O chanceler argentino disse que, "havendo o Uruguai quebrado o diálogo, a Argentina se sente livre da obrigação de anunciar de forma conjunta os relatórios científicos" sobre o estado do rio Uruguai, fronteira comum entre os dois países e na qual está instalada a fábrica. "Semana que vem apresentaremos um relatório completo da contaminação que a UPM produz", disse Timerman. EFE nk/cd

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