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Argentinas estão presas há 3 dias em Nova York por greve aeroviária

Paralisação de companhias provocou o cancelamento de centenas de voos 

Internacional|Ana Luísa Vieira e Marta Santos, do R7

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Em Buenos Aires, os guichês da Aerolíneas Argentinas ficaram vazios na terça-feira
Em Buenos Aires, os guichês da Aerolíneas Argentinas ficaram vazios na terça-feira

A greve de pilotos e aeroviários das companhias aéreas argentinas Aerolíneas e Austral provocou o cancelamento de centenas de voos em todo mundo nesta segunda (30) e terça-feira (31).

Em entrevista ao R7, a argentina Andrea Ceñal, 47 anos, conta que a irmã, Elizabeth Ceñal, está presa em Nova York desde o último domingo (29).


Elizabeth, de 44 anos, foi para os EUA com mais quatro amigas no dia 21 de outubro. O retorno do grupo estava agendado para dia 29 a noite, em um voo da Aerolíneas Argentinas.

— Elas receberam o primeiro aviso de cancelamento no dia 28. Até hoje, 1° de novembro, continuam lá. Elas continuam no mesmo hotel onde já estavam hospedadas antes, pagando todas as despesas por conta própria. Se elas não tivessem recursos, estariam dormindo no aeroporto, sem comer e sem lugar para dormir.


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Além do prejuízo financeiro, Andrea conta que o grupo teve problemas de saúde, agravados pelo ataque que deixou cinco argentinos mortos na noite de ontem em Nova York.

— Duas delas passaram mal e outras duas tiveram enxaqueca. Quatro das cinco são mães e as crianças não entendem porque elas não voltam. Meu sobrinho de sete anos não quer ir à escola e não entende o que acontece. Outra mãe tem duas crianças autistas, cujos cuidados especiais foram agendados apenas para uma semana. Ela chora todos os dias, bem como as outras mulheres do grupo. Para piorar a situação, o ataque de ontem fez com nossas famílias sofressem por horas porque não conseguimos entrar em contato com eles.


Andrea conta que a irmã e suas amigas não estão recebendo informações de forma adequada da Aerolíneas Argentinas.

— Todos os dias eles dão informações diferentes e confusas. Elas haviam sido informadas que voltariam para a Argentina em um voo desta quinta-feira (2), mas já souberam que ele também foi cancelado. Com este cenário, seriam pelo menos seis dias a mais em Nova York, sem qualquer proteção da companhia aérea.


Em nota, a Aerolíneas Argentinas lamentou o cancelamento dos voos e informou que os passageiros afetados poderão reagendar a data de embarque ou pedir a devolução do dinheiro da passagem. 

A reportagem tentou contato diretamente com a empresa mas, até o momento da publicação desta matéria, não houve resposta. 

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