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Argentinos votam em primárias cruciais para eleições legislativas

Resultado deve definir as forças políticas que gravitarão no último mandato de Cristina Kirchner

Internacional|Do R7

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Os argentinos votaram no domingo (11) nos candidatos para as legislativas de outubro, em primárias obrigatórias que apontaram a tendência das próximas eleições.

O jovem opositor Sergio Massa foi o candidato mais votado na estratégica província de Buenos Aires, mas o governo conseguiu a maioria a nível nacional.


O resultado deve definir as forças políticas que gravitarão no segundo e último mandato do governo da presidente Cristina Kirchner, que termina em 2015 sem possibilidade de reeleição, segundo a Constituição.

Massa, 41 anos, ex-chefe de gabinete da presidente Kirchner que passou à oposição, soma 34,7% dos votos no distrito, contra 29,3% do governista Martín Insaurralde, após a apuração de 81,7% das urnas.


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Massa disse ter dado "o primeiro passo para uma grande frente política" para as legislativas de outubro.


"Somos a força mais votada na província de Buenos Aires. Demos o primeiro passo para uma grande frente política", disse a simpatizantes.

A província de Buenos Aires concentra 37,3% dos eleitores e tem 35 cadeiras de deputados.


Mas Frente para a Vitória de Kirchner permanece como a força com mais votos em todo o país, com 5,4 milhões de votos (26,0%), após a apuração de 90,3% das urnas.

Este percentual permitiria ao governo manter a maioria na Câmara dos Deputados, segundo projeções oficiais, apesar do kirchnerismo não ter sido o mais votado nos principais distritos.

"Apesar desta ser uma eleição preliminar que escolhe candidatos, estaríamos em condições de manter e aumentar a representação da Frente para a Vitória (FPV) no Parlamento", disse Kirchner.

Os grupos devem alcançar um mínimo de 1,5% dos votos para poder participar das eleições parlamentares, que acontecerão em dois meses.

A maioria dos partidos apresentou no domingo (11) lista única para as legislativas de outubro, salvo alguns que travaram uma contenda entre pré-candidatos.

As primárias abertas, impostas por lei em 2009, foram celebradas pela segunda vez na Argentina, mas, embora tenham sido criadas para eleger candidatos, nesta ocasião a maioria das forças políticas apresenta candidatos únicos.

Seu resultado também serve para medir a tendência de apoio aos partidos diante das legislativas de 27 de outubro, quando serão renovadas a metade da Câmara de Deputados de 257 assentos e um terço do Senado de 72 integrantes, ambos dominados pela governista Frente para a Vitória (peronistas e aliados).

Cerca de 30,5 milhões de argentinos habilitados para votar de uma população de 40 milhões começaram a votar às 08h00 locais (mesmo horário de Brasília), quando foram abertos os centros de votação nos 24 distritos do país.

A votação foi encerrada às 18h00 locais (mesmo horário em Brasília), sem o registro de incidentes.

Segundo o ministro do Interior, Florencio Randazzo, mais de 70% dos eleitores convocados foram às urnas no domingo, inclusive pela primeira vez os jovens de 16 a 18 anos, 600.000 eleitores habilitados.

Batalha em Buenos Aires

Como em outras ocasiões, o principal cenário político foi a província de Buenos Aires, bastião do peronismo com 37,3% do total de convocados às urnas e 35 assentos de deputados em jogo.

A Frente para a Vitória, partido de Kirchner, apresentou o prefeito do populoso distrito de Lomas de Zamora (periferia sul), Martín Insaurrualde, como seu candidato.

Sergio Massa, da Frente Renovadora, prefeito de Tigre (periferia norte) e ex-chefe de gabinete de Kirchner (2008-2009), era o principal candidato fora do peronismo governante.

Os outros três principais distritos eleitorais são as províncias de Córdoba, Santa Fé e a Capital Federal, todos governados por opositores a Kirchner, que em seu conjunto concentram 25,4% dos eleitores.

Kirchner vota em Río Gallegos

Na Capital Federal, o partido do prefeito Mauricio Macri (direita), um dos presidenciáveis para 2015, está à frente de seus opositores, segundo pesquisas, mas optou por apoiar Massa em Buenos Aires, o principal distrito do país.

A presidente votou em Río Gallegos, na província de Santa Cruz (sul), e depois viajou a Buenos Aires para aguardar o resultado.

"O governismo tentará impor sua interpretação de que é a força política mais votada", avaliou Rosendo Fraga, da consultora Nova Maioria, mas "os opositores argumentarão que dois em cada três votos foram para a oposição", disse.

Pesquisas indicaram que os argentinos têm pouco interesse na eleição e inclusive indiferença em relação aos candidatos.

Cerca de 90 mil integrantes das forças de segurança provinciais e federais participara da operação eleitoral.

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