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Armas são encontradas na embaixada palestina em Praga

Policiais descartaram hipótese de atentado terrorista em morte de diplomata

Internacional|Do R7

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A polícia encontrou armas na residência do embaixador palestino em Praga, Khamal al Khamal, morto na quarta-feira (1º) em uma explosão, anunciou nesta quinta-feira (2) o chefe de polícia Martin Vondrasek, à rádio pública.

— Não posso dizer precisamente que tipo de armas encontramos. Nós podemos dizer que não foram registradas na República Tcheca. A explosão da véspera foi consequência da manipulação sem experiência de um explosivo.


Al Khamal morreu na quarta-feira após uma explosão em sua residência, que, segundo a polícia tcheca, teria sido acidental, descartando um ato terrorista.

A popular revista Respekt afirmou, citando fontes policiais não identificadas, que o embaixador provavelmente manipulava de maneira inadequada uma bomba oculta num cofre em sua residência.


Al Khamal assumiu o comando da embaixada em outubro e, recentemente, havia se mudado para uma nova residência ao norte de Praga.

O acidente ocorreu quando o diplomata abria um cofre antigo que havia sido transferido da sede diplomática anterior.


Sua esposa, de 52 anos, foi internada por inalar muita fumaça, mas logo recebeu alta médica.

Por sua parte, o ministro das Relações Exteriores palestino, Riyad al Malki, declarou nesta quinta que a explosão foi fruto de um acidente de trabalho.


— O cofre era velho e foi concebido de tal maneira que, se aberto de maneira incorreta, um artefato explosivo conectado a sua porta seria detonado, e foi o que aconteceu.

No entanto, o porta-voz da embaixada palestina, em Praga, Nabil al Fahel, afirmou à AFP que o cofre era utilizado diariamente e que, de acordo com as informações disponíveis, não havia qualquer dispositivo antirroubo integrado.

Uma equipe técnica palestina especializada se encontra em Praga para ajudar a investigar a morte de Khamal.

A República Tcheca é uma firme aliada de Israel, apesar de Praga ser sede de uma missão diplomática da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) desde 1981, quando era capital da Tchecoslováquia.

Esta missão virou embaixada em 1988, mas, em novembro de 2012, a República Tcheca foi um dos nove países que votaram contra na Assembleia Geral da ONU para modificar o estatuto palestino e elevá-lo ao posto de Estado não membro observador. Apesar dos nove votos contrários, a mudança do status foi aprovada com ampla maioria.

Al Khamal nasceu em 1957 em Beirute, filho de uma família palestina refugiada, que deixou a cidade de Jaffa — hoje integrada a Tel Aviv — rumo ao Líbano, após a criação do estado de Israel.

Membro do Fatah desde 1975, ele ocupou cargos em missões diplomáticas palestinas na Bulgária (a partir de 1979) e na antiga Tchecoslováquia (a partir de 1984).

Após ter ocupado o posto de cônsul em Alexandria, no Egito, a partir de 2005, ele assumiu o cargo de embaixador da Autoridade Palestina em Praga no último 11 de outubro.

Al Khamal era um "diplomata exemplar que servia a seu país", segundo o ministro Al Malki.

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