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Assassino de Hialeah queimou dinheiro antes do massacre

Internacional|Do R7

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Miami (EUA), 28 jul (EFE).- Os motivos que levaram Pedro Alberto Vargas, de 42 anos, a matar seis pessoas na noite de sexta-feira em Hialeah (Flórida), continuam sendo um mistério, mas a polícia encontra pouco a pouco dados para esclarecer o massacre. Porta-vozes policiais explicaram neste domingo à imprensa local que o assassino, que matou seis pessoas antes de ser morto por forças de segurança, iniciou a espiral violenta ateando fogo a cerca de US$ 10 mil em dinheiro que havia tirado de sua conta bancária. Além disso, também tentou destruir e atear fogo a seu laptop, um dos elementos que de acordo com a polícia poderia ajudar a esclarecer as dúvidas que cercam a tragédia protagonizada pelo cubano. Vargas, designer gráfico sem emprego fixo, vivia com sua mãe, de 83 anos, em um apartamento de um edifício de Hialeah, uma cidade ao norte de Miami com cerca de 240 mil habitantes. A mãe, no entanto, não deu muitos detalhes à polícia para ajudar a esclarecer o que pode ter levado seu filho à loucura. A fumaça provocada por Vargas alertou um casal colombiano vizinho, que ao se aproximar ao apartamento do cubano foi recebido a tiros. Italo Pisciotti, de 79 anos, e sua mulher, Camira Pisciotti, morreram praticamente na hora, segundo as autoridades. Depois disso, o assassino derrubou a porta de outro apartamento vizinho e matou seus três ocupantes. Seria, segundo fontes policiais, a família Patrício Simono, de 65 anos; Merly Niebles, de 51, e sua filha de 17 anos, Priscilla Simono, também da Colômbia. A polícia acredita que a sexta vítima, um equatoriano chamado Carlos Javier Gavilanes, de 33 anos, que chegava ao prédio acompanhado de seu filho mais novo, na realidade faleceu por uma bala perdida do tiroteio. Os momentos de maior tensão foram quando o assassino se trancou em outro apartamento com um casal vizinho, para quem apontou uma arma enquanto negociava com a Swat, a tropa de elite da polícia americana, que tentaram durante várias horas ao longo da madrugada do sábado, e até o último momento, que Vargas se rendesse. Após analisar a situação através de uma microcâmera que permitia aos agentes saber o que acontecia dentro do apartamento, os agentes da Swat derrubaram a porta, mataram Pedro Vargas e libertaram os reféns, que acabavam de viver os momentos mais tensos de suas vidas. O prefeito de Hialeah, Carlos Hernández, declarou a El Nuevo Herald que "a cidade nunca havia vivido uma situação tão extrema", e reconheceu que a comunidade sente grande tristeza pelo ocorrido. Testemunhas da tragédia com os quais a Agência EFE conversou, relataram estar atônitas em relação ao crime e destacaram a personalidade estranha do assassino, que quase sempre vestia roupa esportiva. Alguns dos vizinhos explicaram que um dos motivos que levou Vargas a cometer os assassinatos foi a difícil situação econômica em que estava, que aparentemente o levaria a "perder o apartamento" que dividia com sua mãe, relatou Dayana Galván. EFE ie/tr

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