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Assédio de cidades é política estratégica do Governo sírio, diz Pinheiro

Internacional|Do R7

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Genebra, 6 nov (EFE).- O assédio do Exército sírio a algumas cidades é uma "política estratégica" do Governo, denunciou à Agência Efe Paulo Sérgio Pinheiro, presidente da comissão da ONU que investiga os crimes perpetrados na guerra civil na Síria. "Sempre houve assédios, mas a impressão agora é que há um política estratégica do Governo baseada nele e isto é muito grave", disse Pinheiro. "Nos preocupa muito quando o Governo rodeia uma cidade e não deixa nada passar. Temos informações de gente que tem que comer folhas", assinalou. Os assédios em cidades na Síria ocorrem em circunstâncias nas quais combatentes da oposição tentam se camuflar entre a população civil. O objetivo dessa estratégia militar é "impedir que os grupos rebeldes controlem territórios, obrigando com que saiam dos lugares e que a população recuse a cooperar com estes", explicou o jurista brasileiro. Pinheiro recalcou que este tipo de assédio constitue "um crime de guerra", pois impede a entrada de água, alimentos e remédios para cidades inteiras, que além disso carecem de eletricidade e outros serviços básicos. "Há gente que morre, bebês que não podem ser atendidos, é um desastre", denunciou Pinheiro. O último relatório da comissão investigadora dirigida por Pinheiro foi apresentado em meados de setembro ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, órgão do qual depende, e espera-se que uma atualização do mesmo seja publicada em fevereiro. A comissão é integrada por quatro membros, entre quais se encontra a ex-procuradora de tribunais internacionais, Carla del Ponte, e sua missão é determinar as responsabilidades dos crimes que ocorreram na Síria desde o início do conflito, em março de 2011. EFE is/ff

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