Ataque ao exército egípcio deixa 11 soldados mortos
Internacional|Do R7
Marina Villén. Cairo, 20 nov (EFE).- As Forças Armadas egípcias foram alvo nesta quarta-feira de um dos atentados terroristas mais graves dos últimos meses na Península do Sinai, que causou a morte de pelo menos 11 soldados e feriu 37. Apesar das constantes campanhas de segurança, os grupos extremistas mantêm sua força no norte da península e realizam ataques cada vez mais sofisticados com a participação de suicidas. O objetivo desta operação, lançada perto da região de Sheikh Zaued, um dos redutos dos grupos jihadistas, foram quatro ônibus com recrutas do Exército que saíam de férias. Dois suicidas detonaram um veículo durante a passagem de um comboio militar, enquanto outros terroristas dispararam contra os ônibus vindos de outro carro, explicaram a Agência Efe fontes de segurança. Este atentado com carro-bomba aconteceu na estrada que liga a cidade de Rafah, na fronteira com a faixa palestina de Gaza, e a cidade de Al Arish, capital da província do Norte do Sinai. O Exército estado em estado de alerta e as comunicações, telefônicas e pela internet, foram cortadas na zona para controlar a situação. O ataque mais sangrento dos últimos anos ocorreu em 19 de agosto, pouco depois de as autoridades desalojarem à força acampamentos islamitas no Cairo, quando foram executados 24 policiais no Sinai. Após o atentado de hoje, o porta-voz das Forças Armadas Ahmed Ali advertiu que reforçarão suas operações até acabar com o terrorismo e com aqueles que promovem "a discórdia sectária e o extremismo". "O valioso sangue de nossos homens só aumentará nossa perseverança para limpar o Egito e proteger seu povo da violência e do terrorismo traiçoeiro", afirmou Ali. As forças de segurança lançaram várias operações militares contra os grupos extremistas no Sinai, que intensificaram os ataques especialmente desde julho, após a destituição do presidente islamita Mohammed Mursi. Para o analista egípcio Mohammed Gomaa, especialista em terrorismo, este último atentado é uma amostra da força dos extremistas, mas não significa que os militares não tenham conquistado avanços no terreno. Gomaa, do Centro "Al-Ahram" de Estudos Políticos e Estratégicos, disse que a campanha militar dará frutos "nos próximos meses", apesar de para isso precisar ser acompanhada de outras medidas econômicas, políticas e educativas. O analista calculou que no Sinai operam entre quatro e oito mil terroristas, embora não haja números oficiais, e vaticinou que continuarão com seus ataques de forma esporádica. Por enquanto nenhum grupo assumiu a autoria do atentado de hoje, embora ataques semelhantes do passado tenham sido reivindicados por "Ansar Beit al Maqdis" (Seguidores da Casa de Jerusalém). Este grupo jihadista atribuiu para si nas últimas horas o assassinato há três dias no Cairo de um tenente-coronel da Segurança Nacional, Mohammed Mabruk, responsável pelo acompanhamento dos "grupos extremistas" e da Irmandade Muçulmana. A nota de "Ansar Beit al Maqdis" advertiu que começaram a assassinar os "mais perigosos criminosos e inimigos dos muçulmanos", como castigo pela prisão de mulheres em recentes protestos dos islamitas. EFE mv-aj/cd











