Ataque contra comboio da ONU no Sudão do Sul deixa 12 mortos
Internacional|Do R7
Cartum, 9 abr (EFE).- Pelo menos 12 pessoas morreram nesta terça-feira, entre elas cinco boinas azuis indianos e sete trabalhadores civis, em um ataque contra um comboio das Nações Unidas no Sudão do Sul, informou um comunicado do organismo internacional. A representante especial da ONU no Sudão do Sul, Hilde Johnson, condenou o assassinato de membros da força de paz e de empregados civis e disse que a emboscada foi feita por um grupo na província de Jonglei. O ataque, ocorrido em uma área patrulhada com frequência pela força de paz da ONU, causou ainda ferimentos a pelo menos nove boinas azuis e civis. A Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul (UNMISS) está presente na conflituosa Jonglei para proteger a população civil e escoltar o comboio de ajuda humanitária. "Este ataque não impedirá a UNMISS trabalhar para proteger às comunidades vulneráveis no Sudão do Sul", disse Johnson, que ressaltou que a força de paz está decidida a "continuar com seu trabalho de apoio às autoridades a garantir a paz". Por sua vez, o Ministério das Relações Exteriores indiano informou anteriormente que o ataque causou a morte de cinco soldados indianos da Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul (UNMISS) e feriu outros quatro. De acordo com o porta-voz indiano das Relações Exteriores, Syed Akbarudín, o comboio - escoltado por helicópteros - se dirigia à capital, Juba, e foi atacado no começo da manhã local. A UNMISS tem mandato do Conselho de Segurança da ONU para manter sua missão no país até julho de 2013 com o objetivo de proteger a população civil e melhorar a segurança na nação mais jovem da África. Esse não é o primeiro ataque que os boinas azuis sofrem no país. Em 21 de dezembro, um helicóptero da UNMISS foi derrubado por erro no Sudão do Sul, o que matou os quatro tripulantes. Sudão do Sul, de maioria cristã e animista, se emancipou do Sudão, de maioria muçulmana, em julho de 2011 graças a um acordo de paz que havia assinado em 2005 e que encerrou décadas de guerra civil. EFE az-aj-mv/tr











