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Ataque do Al Shabab no norte do Quênia deixa ao menos 14 mortos

Outras 11 pessoas ficaram feridas após ação de grupo terrorista perto da cidade de Mandera

Internacional|Do R7

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Ao menos 14 pessoas morreram e outras 11 ficaram feridas em um ataque perpetrado na madrugada desta terça-feira (7) por membros do grupo terrorista Al Shabab perto da cidade de Mandera, no norte do Quênia e próxima à fronteira com a Somália, informou a polícia.

"Confirmo um ataque do Al Shabab em Mandera. Infelizmente, 14 pessoas morreram e outras 11 ficaram feridas", assegurou o inspetor geral da Polícia, Joseph Boinnet, em sua conta oficial de Twitter.


O ataque ocorreu por volta das 2h locais de hoje (20h de segunda-feira em Brasília) na cidade de Soko Mbuzi, praticamente ao lado de Mandera, quando um grupo de homens armados executou moradores do local que estavam dormindo.

Antes de atirar, os terroristas lançaram vários explosivos contra as casas, mas muitos moradores dormiam do lado de fora por causa do forte calor no Quênia. Segundo o jornal local "Daily Nation", a maior parte das vítimas trabalhava em uma pedreira da região.


Os autores do atentado conseguiram fugir antes da polícia chegar ao local. Boinnet revelou que eles eram membros da milícia radical islâmica Al Shabab, que em abril do ano passado promoveu um massacre na Universidade de Garissa, também no norte do Quênia e muito próximo à fronteira da Somália, no qual morreram 148 pessoas.

Os feridos foram transferidos para o hospital de Mandera, apesar de a Cruz Vermelha já ter um avião preparado para levar as pessoas em estado mais grave para Nairóbi, capital do país.


Mandera, como outras localidades da região da fronteira, foi alvo de ataques terroristas em várias ocasiões. Um dos mais graves ocorreu em novembro de 2014, quando o Al Shabab matou 36 trabalhadores de outra pedreira.

O grupo radical islâmico, que aderiu formalmente à Al Qaeda em 2012, já matou mais de 400 pessoas no Quênia desde abril de 2013, em represália ao envio de tropas à Somália para impedir que os jihadistas instaurem um estado de orientação wahhabista.

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