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Ataque do Estado Islâmico contra "França Cruzada" também matou muçulmanos

Internacional|Do R7

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Por Tom Heneghan

PARIS (Reuters) - Entre os mortos dos ataques da semana passada em Paris estavam duas irmãs que comemoravam um aniversário, um promissor arquiteto, um músico talentoso e uma mulher, que foi baleada enquanto fazia compras à noite.


O que eles tinham em comum é que todos eram muçulmanos mortos em um massacre aleatório realizado pelo Estado Islâmico.

A maioria das vítimas da violência promovida pelo Estado Islâmico e por outros jihadistas é de muçulmanos, já que eles combatem principalmente em países muçulmanos e frequentemente atacam comunidades islâmicas menos radicais, como os xiitas e os sufis, que consideram hereges.


O Estado Islâmico --também amplamente conhecido pela terminologia em árabe Daesh-- reivindicou a responsabilidade pelo ataque contra a "França Cruzada", numa implicação de que todos os franceses seriam cristãos. Como o Islã é a segunda maior religião na Europa, um massacre no continente vai, muito provavelmente, incluir muçulmanos entre as vítimas.

"O Daesh tem matado muçulmanos aos milhares há anos na África e no Oriente Médio", disse Yasser Louati, porta-voz do Coletivo contra a Islamofobia na França (CCIF).

"Agora eles estão matando muçulmanos na França", disse ele. "A palavra 'islâmico' no nome deles é apenas um pretexto para sua ideologia. Olhe para a série de ataques que fizeram. Não tem fim."

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