Ataque frustrado a base militar deixa 19 rebeldes mortos na Tailândia
Internacional|Do R7
(Atualiza o número de mortos e acrescenta detalhes). Bangcoc, 13 fev (EFE).- Pelo menos 19 insurgentes morreram quando várias dezenas de militantes armados tentaram atacar uma base militar na convulsa região muçulmana do sul da Tailândia, indicaram fontes militares nesta quarta-feira. O ataque ocorreu no distrito de Bacho, na província de Narathiwat, quando 30 rebeldes chegaram ao complexo militar em várias caminhonetes e abriram fogo contra cerca de 60 soldados que repeliram o assalto sem sofrer baixas. "Tivemos conhecimento antecipadamente do ataque através de militantes desertores. Isso dos deu tempo de defender a base, e todas as nossas forças estão a salvo", disse o coronel Pramote Promin à televisão tailandesa. Durante o ataque um segundo grupo de rebeldes bloqueou a estrada de acesso com árvores e explosivos para evitar a chegada de reforços. Após o tiroteio, os militares inspecionaram a zona, onde encontraram os 19 corpos e recuperaram dezesseis fuzis M16, uma pistola e duas das caminhonetes. Entre os mortos está Maroso Chantrawadee, dirigente da organização Runda Kumpulan Kecil e contra quem havia uma ordem de busca e captura pela morte de três professores muçulmanos. O Exército decretou toque de recolher de 24 horas em quatro localidades do distrito no qual se encontra a base militar e em outras duas no distrito de Mai Kaen, na província de Pattani. Os atentados com armas leves, explosivos e assassinatos nas províncias de Pattani, Narathiwat e Yala se repetem quase diariamente, apesar do desdobramento de 40 mil efetivos das forças de segurança e da vigência do estado de exceção. Cerca de 5.300 pessoas morreram e 9 mil ficaram feridas nas três províncias do sul desde que o movimento islâmico de libertação retomou as armas. Os insurgentes denunciam a discriminação que sofrem por parte da maioria budista do país e exigem a criação de um Estado islâmico que integre essas três províncias, que configuraram o antigo sultanato de Pattani, anexado pela Tailândia há um século. EFE jcp/pa











